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A emergência das escolas tradicionais
24 de abril de 2019

Já visto e dito por grandes pensadores, a burocraticação do trabalho do educador tem afastado o mesmo de seu maior parceiro e de seu bem final, o desenvolvimento da criança. Quando mais se precariza o trabalho, menor é a interação entre o educador e o edu

Já visto e dito por grandes pensadores, a burocraticação do trabalho do educador tem afastado o mesmo de seu maior parceiro e de seu bem final, o desenvolvimento da criança. Quando mais se precariza o trabalho, menor é a interação entre o educador e o educando, e pior é sua qualidade. A burocratização vem em forma de disciplina e condicionamento. Na medida em que se aumenta a necessidade da ordem e suas decorrentes punições, se burocratiza o trabalho cotidiano do professor, quando esse tem que se enquadrar em metodologias juridicamente baseadas para legitimar a força e o poder desse controle. 

Se por um lado a burocratização afasta, pois o educador se desfaz do tempo em que poderia dar atenção e desenvolver um trabalho para poder preencher documentos, relatórios, agendas e listas de informação a ser arquivado sem valor em sí. Por outro lado, a falta de interação cria pressão que é tensionada pelo calendário apertado e preciso. O constrangimento pelo tempo e pela falta dele, faz com que o momento mais rico entre educador e educando se torne secundário, superficial e insignificante. Transferindo a interação humana como potencializadora de criação de conhecimento para um grau de importância anterior a burocraria das anotações a serem arquivadas.

Dentro da lógica das escolas particulares tradicionais, esse caminho é comum e inquestionável enquanto método para inserção de indivíduos a roda da vida, ou série de atividades diárias necessárias para à reproducação humana. Dentro desse caminho, estão momentos chave que dão o tom da classe daqueles que são instruidos para serem dirigentes do país. Um desses momentos é o vestibular. A prova cabal de que a humanidade tenta determinar suas escolhas de vida. Utilizando do vestibular como analogia a vida, compreendemos que a sociedade condiciona nossas escolhas. Pelo o que somos e por onde queremos chegar. Ele é o limite do que queremos e almejamos, daquilo que podemos e seremos.

Para muitos, a verdade sobre o vestibular funciona na mesma medida da sociedade platônica, dividindo e classificando. Venturosamente, a sociedade platônica não saiu do plano das idéias, e o vestibular não determina as escolhas. Entretanto, muitas escolas parecem ainda desconhecer esse fato. E mesmo recheadas de profissionais gabaritados para avaliar o momento que vivemos, preferem ignorar os fatos e continuar a apostar no modelo do mundo das idéias, seguindo velhos ideais. Para tanto, reafirmam dogmas e cânones ultrapassados, alicerçando seus objetivos com técnicas ainda mais retrogradas baseadas no controle, na punição e na bonificação. Se fazendo valer dos avanços tecnológicos apenas como instrumentos modernos de coerção, manipulação e alienação.

Nos corredores dessas escolas tradicionais, se ouvem os ecos dos elogios feitos aos métodos disciplinadores. Regorgizados enquanto máxima do um método educacional perfeito. Sim, perfeito porque entendesse que o método cumpre o seu papel, na medida que deixa seus educandos prontos para o sabático dia do vestibular, ao mesmo tempo que estão felizes. Sim, felizes. Pois, para esses renomados adestradores, os educandos gostam da disciplina de tal modo que quando mais justo for o severo método, mais satisfeitos estarão todos os envolvidos. A direção, os pais, os educadores e os educandos. Todos estarão felizes com o sentimento de dever cumprido, meta alcançada e projeto concluido. Felizes através da doutrina de um método militarista.

No íntimo dessas evangelizadas, sopra o sentimento do dever cumprido e atenuasse igualmente a possibilidade para o diferente. Aos críticos emana a questão, a felicidade dentro do sistema educacional e a realização de sua finalidade social realmente estariam supridas por um método castrador?

Porém, se analisarmos a conduta dos educandos em cumprir a disciplina, podemos observar que é essa a forma como o educando tem de se fazer, em algum sentido, próximo, aceito e acolhido. Essa aproximação humana provoca o reconhecimento, participe da formação da identidade. Otrossim chegamos a finalidade do reconhecimento e não a disciplina como o elemento básico para constituição da felicidade. Esse é o motivador básico das relações sociais, e nunca a regra e a regração de possibilidades. Enquando as escolas tradicionais não perceberem esse valor como fundamental, continuarão a traumatizar educandos, educadores, pais e diretores.   

 

 

Já visto e dito por grandes pensadores, a burocraticação do trabalho do educador tem afastado o mesmo de seu maior parceiro e de seu bem final, o desenvolvimento da criança. Quando mais se precariza o trabalho, menor é a interação entre o educador e o educando, e pior é sua qualidade. A burocratização vem em forma de disciplina e condicionamento. Na medida em que se aumenta a necessidade da ordem e suas decorrentes punições, se burocratiza o trabalho cotidiano do professor, quando esse tem que se enquadrar em metodologias juridicamente baseadas para legitimar a força e o poder desse controle. 

Se por um lado a burocratização afasta, pois o educador se desfaz do tempo em que poderia dar atenção e desenvolver um trabalho para poder preencher documentos, relatórios, agendas e listas de informação a ser arquivado sem valor em sí. Por outro lado, a falta de interação cria pressão que é tensionada pelo calendário apertado e preciso. O constrangimento pelo tempo e pela falta dele, faz com que o momento mais rico entre educador e educando se torne secundário, superficial e insignificante. Transferindo a interação humana como potencializadora de criação de conhecimento para um grau de importância anterior a burocraria das anotações a serem arquivadas.

Dentro da lógica das escolas particulares tradicionais, esse caminho é comum e inquestionável enquanto método para inserção de indivíduos a roda da vida, ou série de atividades diárias necessárias para à reproducação humana. Dentro desse caminho, estão momentos chave que dão o tom da classe daqueles que são instruidos para serem dirigentes do país. Um desses momentos é o vestibular. A prova cabal de que a humanidade tenta determinar suas escolhas de vida. Utilizando do vestibular como analogia a vida, compreendemos que a sociedade condiciona nossas escolhas. Pelo o que somos e por onde queremos chegar. Ele é o limite do que queremos e almejamos, daquilo que podemos e seremos.

Para muitos, a verdade sobre o vestibular funciona na mesma medida da sociedade platônica, dividindo e classificando. Venturosamente, a sociedade platônica não saiu do plano das idéias, e o vestibular não determina as escolhas. Entretanto, muitas escolas parecem ainda desconhecer esse fato. E mesmo recheadas de profissionais gabaritados para avaliar o momento que vivemos, preferem ignorar os fatos e continuar a apostar no modelo do mundo das idéias, seguindo velhos ideais. Para tanto, reafirmam dogmas e cânones ultrapassados, alicerçando seus objetivos com técnicas ainda mais retrogradas baseadas no controle, na punição e na bonificação. Se fazendo valer dos avanços tecnológicos apenas como instrumentos modernos de coerção, manipulação e alienação.

Nos corredores dessas escolas tradicionais, se ouvem os ecos dos elogios feitos aos métodos disciplinadores. Regorgizados enquanto máxima do um método educacional perfeito. Sim, perfeito porque entendesse que o método cumpre o seu papel, na medida que deixa seus educandos prontos para o sabático dia do vestibular, ao mesmo tempo que estão felizes. Sim, felizes. Pois, para esses renomados adestradores, os educandos gostam da disciplina de tal modo que quando mais justo for o severo método, mais satisfeitos estarão todos os envolvidos. A direção, os pais, os educadores e os educandos. Todos estarão felizes com o sentimento de dever cumprido, meta alcançada e projeto concluido. Felizes através da doutrina de um método militarista.

No íntimo dessas evangelizadas, sopra o sentimento do dever cumprido e atenuasse igualmente a possibilidade para o diferente. Aos críticos emana a questão, a felicidade dentro do sistema educacional e a realização de sua finalidade social realmente estariam supridas por um método castrador?

Porém, se analisarmos a conduta dos educandos em cumprir a disciplina, podemos observar que é essa a forma como o educando tem de se fazer, em algum sentido, próximo, aceito e acolhido. Essa aproximação humana provoca o reconhecimento, participe da formação da identidade. Otrossim chegamos a finalidade do reconhecimento e não a disciplina como o elemento básico para constituição da felicidade. Esse é o motivador básico das relações sociais, e nunca a regra e a regração de possibilidades. Enquando as escolas tradicionais não perceberem esse valor como fundamental, continuarão a traumatizar educandos, educadores, pais e diretores.   

 

 

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.