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A maternidade precisa ser uma escolha não um castigo
23 de abril de 2019

foto: Fernando Oliveira Soneca

 

No último sábado, 30 de Maio, o coletivo Marcha das Vadias puxou pela quinta vez consecutiva um ato em nome dos direitos das mulheres.

As manifestantes se concentraram no vão livre do Masp, saíram em direção a Avenida Paulista, percorreram a Rua Augusta e encerraram a caminhada na Praça Roosevelt. Saíram as ruas para lutar pela descriminalização e regulamentação do aborto, contra o preconceito de gênero, a favor do parto humanizado e contra violência sexual e doméstica. No entanto o tema do aborto teve bastante destaque nesta edição.

Um pesquisa realizada por Mario Monteiro e Leila Adesse indica que um mínimo de 685.334 e um máximo de 856.668 mulheres se submeteram, em 2013, a procedimentos ilegais de aborto. A pesquisa não revela, no entanto, quantas intervenções resultaram na morte das pacientes, estima-se que a cada dois dias uma mulher morra vítima do aborto ilegal no Brasil devido a práticas clandestinas indevidas e insalubres.

A recente experiência dos nossos vizinhos uruguaios  deixou ainda mais evidente a urgência em regulamentar o aborto no Brasil. Após a descriminalização do aborto em dezembro de 2012, o Uruguai não registrou mais nenhuma morte por esta causa.

O coletivo Marcha das Vadias lembra de outras reivindicações essenciais, como o combate à cultura do estupro que insiste em responsabilizar a mulher pela violência cometida contra ela e lembra que toda prática sexual sem consentimento é um estupro. O coletivo luta pela cultura do diálogo e do respeito.

foto: Fernando Oliveira Soneca

No último sábado, 30 de Maio, o coletivo Marcha das Vadias puxou pela quinta vez consecutiva um ato em nome dos direitos das mulheres.

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.