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Adoro histórias!
24 de abril de 2019

Os adultos não costumam fazer essa afirmação, pois não tem clara a percepção de que os filmes e novelas são de fato uma contação de histórias num formato em que os afetos estão distanciados, por não contarmos com a presença, o olhar e o calor do contador.

Os adultos não costumam fazer essa afirmação, pois não tem clara a percepção de que os filmes e novelas são de fato uma contação de histórias num formato em que os afetos estão distanciados, por não contarmos com a presença, o olhar e o calor do contador. Insisto, adoro histórias, histórias de gente. Adoro conhecer gente com histórias de vida marcante. Essas histórias alimentam a minha essência de criadora de histórias. Elas me proporcionam viver uma reelaboração de sentimentos, uma reformulação dos personagens fictícios que a realidade me permite permanentemente criar. Minha índole me impulsiona a imaginar enredos curativos. Acredito no poder que as histórias inspiradoras têm sobre os ouvintes e sobre quem as conta, o poder da imaginação e da transformação. Os mistérios das histórias fazem seu trabalho em silêncio, de forma invisível. As histórias trabalham com todos os materiais internos da mente e do ser. Elas se tornam parte do ser, ao mesmo tempo em que o transformam. No ambiente escolar é frequente que as educadoras observem essas transformações através da contação de histórias. Um enredo bem escolhido atua terapeuticamente sobre a alma e o psicológico de uma criança. E, ela requisita a repetição incansavelmente enquanto encontra semelhanças que vai aos poucos resignificando em sua realidade. Mesmo que sejam questões simples a serem tratadas, a acomodação dos sentimentos acontece neste processo. Pais atentos, com certeza, podem viver a mesma constatação, pois a relação de intimidade e confiança que têm com seus filhos é uma grande aliada nesse processo. O velho e bom costume de adormecer ouvindo uma história contada pelo pai ou pela mãe, tem o mesmo valor. O momento de aconchego que se estabelece, facilita que a transição entre o estado de consciência para o de inconsciência se realize serenamente, permitindo uma boa noite de sono para todos e dias de paz pelo permanente cuidado com a saúde global, seja ela psicológica ou espiritual. Claro que não precisamos localizar a contação somente no momento de adormecer. Quando ela torna-se um hábito em outros horários, enriquece o relacionamento familiar. Mas que livros escolher? Aqueles que permitem que as crianças trabalhem sua imaginação, que tenham personagens bem elaborados. Histórias que mostrem personagens justos, injustos, preguiçosos, atentos, mentirosos, … e por aí vai. Mostrar verdades é fundamental. E, o desfecho das histórias sem pieguices. Os livrinhos psicologizados, com temas que os adultos gostariam de ensinar são considerados chatos pelas crianças. Ir até a livraria com as crianças e permitir que escolham é um bom caminho. Porém, lá os pais precisam ajudar, sentando e lendo, para que a criança escolha a história e não os desenhos da capa. Poderia ter focado o desenvolvimento da imaginação como argumento principal para defender a prática da leitura das histórias infantis, mas considerei óbvio. Numa outra oportunidade podemos conversar sobre a importância da imaginação na vida das crianças e dos adultos, isso sim. Boas Histórias!

Os adultos não costumam fazer essa afirmação, pois não tem clara a percepção de que os filmes e novelas são de fato uma contação de histórias num formato em que os afetos estão distanciados, por não contarmos com a presença, o olhar e o calor do contador. Insisto, adoro histórias, histórias de gente. Adoro conhecer gente com histórias de vida marcante. Essas histórias alimentam a minha essência de criadora de histórias. Elas me proporcionam viver uma reelaboração de sentimentos, uma reformulação dos personagens fictícios que a realidade me permite permanentemente criar. Minha índole me impulsiona a imaginar enredos curativos. Acredito no poder que as histórias inspiradoras têm sobre os ouvintes e sobre quem as conta, o poder da imaginação e da transformação. Os mistérios das histórias fazem seu trabalho em silêncio, de forma invisível. As histórias trabalham com todos os materiais internos da mente e do ser. Elas se tornam parte do ser, ao mesmo tempo em que o transformam. No ambiente escolar é frequente que as educadoras observem essas transformações através da contação de histórias. Um enredo bem escolhido atua terapeuticamente sobre a alma e o psicológico de uma criança. E, ela requisita a repetição incansavelmente enquanto encontra semelhanças que vai aos poucos resignificando em sua realidade. Mesmo que sejam questões simples a serem tratadas, a acomodação dos sentimentos acontece neste processo. Pais atentos, com certeza, podem viver a mesma constatação, pois a relação de intimidade e confiança que têm com seus filhos é uma grande aliada nesse processo. O velho e bom costume de adormecer ouvindo uma história contada pelo pai ou pela mãe, tem o mesmo valor. O momento de aconchego que se estabelece, facilita que a transição entre o estado de consciência para o de inconsciência se realize serenamente, permitindo uma boa noite de sono para todos e dias de paz pelo permanente cuidado com a saúde global, seja ela psicológica ou espiritual. Claro que não precisamos localizar a contação somente no momento de adormecer. Quando ela torna-se um hábito em outros horários, enriquece o relacionamento familiar. Mas que livros escolher? Aqueles que permitem que as crianças trabalhem sua imaginação, que tenham personagens bem elaborados. Histórias que mostrem personagens justos, injustos, preguiçosos, atentos, mentirosos, … e por aí vai. Mostrar verdades é fundamental. E, o desfecho das histórias sem pieguices. Os livrinhos psicologizados, com temas que os adultos gostariam de ensinar são considerados chatos pelas crianças. Ir até a livraria com as crianças e permitir que escolham é um bom caminho. Porém, lá os pais precisam ajudar, sentando e lendo, para que a criança escolha a história e não os desenhos da capa. Poderia ter focado o desenvolvimento da imaginação como argumento principal para defender a prática da leitura das histórias infantis, mas considerei óbvio. Numa outra oportunidade podemos conversar sobre a importância da imaginação na vida das crianças e dos adultos, isso sim. Boas Histórias!

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.