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COMO DESENVOLVER A CRIATIVIDADE
22 de abril de 2019

Falar de desenvolvimento de criatividade é questionar a prática, a metodologia escolar e também a rotina familiar, não é mesmo? Podemos mesmo começar a refletir sobre o embotamento cerebral causado pelo excesso de: agenda sobrecarregada de atividades ,

Falar de desenvolvimento de criatividade  é questionar a prática, a metodologia escolar e também a rotina familiar, não é mesmo?   Podemos mesmo começar a refletir sobre o embotamento cerebral causado pelo excesso de: agenda sobrecarregada de atividades, brinquedos que brincam sozinhos, jogos que exigem somente um clique onde mortos ressurgem… ou seja, nem a morte é mais um problema, ela se resolve dentro do próprio jogo,… Podemos afirmar que há um comodismo nesta falta de desafios, um comodismo que aliena e assusta porque os indivíduos tendem a tornarem-se meros reprodutores e não planejadores e realizadores.

O lazer, inclusive o ócio (leia-se Domenico De Masi) contribuem para o encontro da pessoa consigo mesma e também para a percepção dos problemas do seu entorno.

Não há tempo para o lazer nem na rotina familiar, nem na rotina da escola.  Já ouvi uma criança da educação infantil perguntando o que fazer; ela não sabia administrar seu tempo livre.  Eu respondi: vai brincar com seus amigos!  E ainda assim ela me questionou: De que? Com quem?  Eu falei: Fique à vontade, escolha com quem e de quê. Então ouvi daquela menininha de quatro anos: Eu não sei fazer isso. Tive  que desensiná-la a obedecer estímulos e a reconhecer e buscar interesses.

O lazer, inclusive o ócio (leia-se Domenico De Masi) contribuem para o encontro da pessoa consigo mesma e também para a percepção dos problemas do seu entorno.

A escola precisa encontrar com seus alunos problemas reais e significativos para resolver junto com eles.  Desta forma terão que parar para pensar e encontrar soluções.  Aqui nasce a criatividade.  Uma vez tínhamos um pequeno aquário onde um peixinho vermelho morava.  De repente as crianças começaram a falar que ele estava crescendo e que não tinha muito espaço.  Então lançamos a pergunta: O que faremos para ajudar nosso peixinho?  Eles imediatamente sugeriram construirmos um lago.  Seria tão fácil e rápido construir um lago sem envolver as crianças.  Mas, optamos pelo caminho mais longo.  Sugerimos que pesquisassem, fizemos buracos na terra, vimos que a água era sugada, colocamos plástico no buraco e vimos que a água ficava suja muito rápido, … estudamos o que um peixinho precisava além de espaço… e percebemos que tínhamos necessidade de ajuda. Então perguntei se sabiam o que é um arquiteto e ouvi: Esse não adianta pra nós, ele só faz teto! hehehe. Convocamos um pai aquiteto e uma mãe veterinária.  Bem, para encurtar a conversa em seis meses tínhamos um laguinho e soltamos nosso peixinho lá dentro.  No dia seguinte o peixinho morrera.  Que tristeza, mas uma oportunidade para trabalhar a frustração e também para começarmos nova pesquisa.  Quais animais ficam felizes nos lagos? Vieram pequenas carpas que os bem-te-vis devovaram… Quantos bons problemas, não é mesmo?! Depois de algumas tentativas ganhamos duas tartarugas que atualmente se reproduzem quase como os coelhos.  Semana passada nasceram sete!  Que problema bom!  Costumo dizer que gosto de problemas e qualifico: Gosto de problemas de vida! 

Nosso modelo social é centrado na idolatria ao trabalho, mas viver bem implica em pouco distinguir entre tempo livre e trabalho, ou seja, deixa-se aos outros a tarefa de decidir se estamos trabalhando ou nos divertindo.  Que tal?

 

 

Falar de desenvolvimento de criatividade  é questionar a prática, a metodologia escolar e também a rotina familiar, não é mesmo?   Podemos mesmo começar a refletir sobre o embotamento cerebral causado pelo excesso de: agenda sobrecarregada de atividades, brinquedos que brincam sozinhos, jogos que exigem somente um clique onde mortos ressurgem… ou seja, nem a morte é mais um problema, ela se resolve dentro do próprio jogo,… Podemos afirmar que há um comodismo nesta falta de desafios, um comodismo que aliena e assusta porque os indivíduos tendem a tornarem-se meros reprodutores e não planejadores e realizadores.

O lazer, inclusive o ócio (leia-se Domenico De Masi) contribuem para o encontro da pessoa consigo mesma e também para a percepção dos problemas do seu entorno.

Não há tempo para o lazer nem na rotina familiar, nem na rotina da escola.  Já ouvi uma criança da educação infantil perguntando o que fazer; ela não sabia administrar seu tempo livre.  Eu respondi: vai brincar com seus amigos!  E ainda assim ela me questionou: De que? Com quem?  Eu falei: Fique à vontade, escolha com quem e de quê. Então ouvi daquela menininha de quatro anos: Eu não sei fazer isso. Tive  que desensiná-la a obedecer estímulos e a reconhecer e buscar interesses.

O lazer, inclusive o ócio (leia-se Domenico De Masi) contribuem para o encontro da pessoa consigo mesma e também para a percepção dos problemas do seu entorno.

A escola precisa encontrar com seus alunos problemas reais e significativos para resolver junto com eles.  Desta forma terão que parar para pensar e encontrar soluções.  Aqui nasce a criatividade.  Uma vez tínhamos um pequeno aquário onde um peixinho vermelho morava.  De repente as crianças começaram a falar que ele estava crescendo e que não tinha muito espaço.  Então lançamos a pergunta: O que faremos para ajudar nosso peixinho?  Eles imediatamente sugeriram construirmos um lago.  Seria tão fácil e rápido construir um lago sem envolver as crianças.  Mas, optamos pelo caminho mais longo.  Sugerimos que pesquisassem, fizemos buracos na terra, vimos que a água era sugada, colocamos plástico no buraco e vimos que a água ficava suja muito rápido, … estudamos o que um peixinho precisava além de espaço… e percebemos que tínhamos necessidade de ajuda. Então perguntei se sabiam o que é um arquiteto e ouvi: Esse não adianta pra nós, ele só faz teto! hehehe. Convocamos um pai aquiteto e uma mãe veterinária.  Bem, para encurtar a conversa em seis meses tínhamos um laguinho e soltamos nosso peixinho lá dentro.  No dia seguinte o peixinho morrera.  Que tristeza, mas uma oportunidade para trabalhar a frustração e também para começarmos nova pesquisa.  Quais animais ficam felizes nos lagos? Vieram pequenas carpas que os bem-te-vis devovaram… Quantos bons problemas, não é mesmo?! Depois de algumas tentativas ganhamos duas tartarugas que atualmente se reproduzem quase como os coelhos.  Semana passada nasceram sete!  Que problema bom!  Costumo dizer que gosto de problemas e qualifico: Gosto de problemas de vida! 

Nosso modelo social é centrado na idolatria ao trabalho, mas viver bem implica em pouco distinguir entre tempo livre e trabalho, ou seja, deixa-se aos outros a tarefa de decidir se estamos trabalhando ou nos divertindo.  Que tal?

 

 

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.