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Como ensinar a escolher
24 de abril de 2019

O garoto tinha recém mudado de escola. Era aula de literatura. Ele chamou a professora que escrevera o título de um livro na lousa e questionou de que se tratava. Ela respondeu que os alunos deveriam comprar aquele livro para ler e discutir em classe.

 

 O garoto tinha recém mudado de escola. Era aula de literatura. Ele chamou a professora que escrevera o título de um livro na lousa e questionou de que se tratava.  Ela respondeu que os alunos deveriam comprar aquele livro para ler e discutir em classe.  O garoto não pode calar: mas professora, por que todos leremos o mesmo livro e um livro que você escolheu?  A professora surpresa quis saber como ele sugeria que fosse e o garoto perguntou: por que os alunos não podem eles mesmos escolher o que querem ler?

 

Essa pequena história foi relatada pela professora para a mãe do garoto, na primeira reunião de pais e mestres.  A professora estava encantada com a postura do garoto e queria saber de qual escola ele viera. Era uma escola que respeitava a curiosidade de cada aprendiz e oferecia-lhes oportunidades de escolher.  Vale dizer que a família do garoto também é incomum; valoriza o processo de aprendizagem e não somente os produtos, ou seja, as notas. Simples assim. Caso raro…

 

Eu acredito que o desenrolar da aprendizagem das escolhas e decisões é algo que não se ensina diretamente;  se dá através do desenvolvimento da autonomia, da oferta e avaliação de opções e, do apoio à vivência de perdas e frustrações. Quando a criança recebe esses estímulos ela escolhe e compreende as consequências de sua decisão; as perdas e possíveis ganhos. As famílias precisam compreender a necessidade de seus filhos viverem a superação de frustrações e isso só é possível quando eles vivem frustrações reais e significativas. É claro que não estou falando de humilhação, muito menos de agressividade. Estou falando da superação de si próprios, da saída do egocentrismo para a realidade da vida em comunidade.  E, para que isso aconteça de maneira produtiva a criança deve ser considerada capaz! A leitura de incapacidade feita pelos pais dificulta e desempenho saudável dos filhos.

 

Ao oferecer oportunidades de escolha e permitir que as crianças tomem decisões simples em seu dia a dia, os pais ajudam na construção de suas identidades para que se tornem sujeitos de suas próprias histórias. Isso construirá seres pensantes e não meros reprodutores de comportamentos treinados para a produtividade, para o consumo e aceitação social.

 

Crescer aprendendo a avaliar as opções e as oportunidades de decisão há de preparar nossos jovens aprendizes para as mais diversas situações da vida adulta, seja a escolha de bons amigos, do curso superior, da escola para seus filhos … dos candidatos numa eleição, entre tantas outras. 

 

Quero encerrar essa reflexão com uma frase do poeta gaúcho Fabrício Carpinejar.  “Não há como ensinar o outro a escolher, toda escolha depende da capacidade de suportar perdas”.

 

 O garoto tinha recém mudado de escola. Era aula de literatura. Ele chamou a professora que escrevera o título de um livro na lousa e questionou de que se tratava.  Ela respondeu que os alunos deveriam comprar aquele livro para ler e discutir em classe.  O garoto não pode calar: mas professora, por que todos leremos o mesmo livro e um livro que você escolheu?  A professora surpresa quis saber como ele sugeria que fosse e o garoto perguntou: por que os alunos não podem eles mesmos escolher o que querem ler?

 

Essa pequena história foi relatada pela professora para a mãe do garoto, na primeira reunião de pais e mestres.  A professora estava encantada com a postura do garoto e queria saber de qual escola ele viera. Era uma escola que respeitava a curiosidade de cada aprendiz e oferecia-lhes oportunidades de escolher.  Vale dizer que a família do garoto também é incomum; valoriza o processo de aprendizagem e não somente os produtos, ou seja, as notas. Simples assim. Caso raro…

 

Eu acredito que o desenrolar da aprendizagem das escolhas e decisões é algo que não se ensina diretamente;  se dá através do desenvolvimento da autonomia, da oferta e avaliação de opções e, do apoio à vivência de perdas e frustrações. Quando a criança recebe esses estímulos ela escolhe e compreende as consequências de sua decisão; as perdas e possíveis ganhos. As famílias precisam compreender a necessidade de seus filhos viverem a superação de frustrações e isso só é possível quando eles vivem frustrações reais e significativas. É claro que não estou falando de humilhação, muito menos de agressividade. Estou falando da superação de si próprios, da saída do egocentrismo para a realidade da vida em comunidade.  E, para que isso aconteça de maneira produtiva a criança deve ser considerada capaz! A leitura de incapacidade feita pelos pais dificulta e desempenho saudável dos filhos.

 

Ao oferecer oportunidades de escolha e permitir que as crianças tomem decisões simples em seu dia a dia, os pais ajudam na construção de suas identidades para que se tornem sujeitos de suas próprias histórias. Isso construirá seres pensantes e não meros reprodutores de comportamentos treinados para a produtividade, para o consumo e aceitação social.

 

Crescer aprendendo a avaliar as opções e as oportunidades de decisão há de preparar nossos jovens aprendizes para as mais diversas situações da vida adulta, seja a escolha de bons amigos, do curso superior, da escola para seus filhos … dos candidatos numa eleição, entre tantas outras. 

 

Quero encerrar essa reflexão com uma frase do poeta gaúcho Fabrício Carpinejar.  “Não há como ensinar o outro a escolher, toda escolha depende da capacidade de suportar perdas”.

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.