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Criança é gente!
22 de abril de 2019

Algumas escolas, um passo a frente das demais, já conseguiram perceber que a escola não é só feita pelos professores e diretores. Mas também é feita pelos estudantes, e principalmente por eles. São eles que dão vida as paredes, alegrias aos movimentos e s

Desde Roger Waters que o mundo sabe e conhece a maior e mais importante crítica artística já feita em nome das crianças contra os entrames de uma escola castradora. No albúm “The Wall” lançado em 1979  entréia a faixa “Another brick on the wall”, uma das músicas responsáveis por colocar o album da banda inglesa no lista de sucesso no mundo todo. A música é composta por três partes, todas escritas pelo próprio baixista do Pink Floyd, Roger Waters. A segunda parte é a mais famosa de todas, e faz importantes críticas ao sistema de ensino da época. Bem como a letra, o video trás imagens contundentes quanto a maneira como as crianças estavam sendo tratadas.

Concomitantemente a arte, as teorias para compreensão do mundo também estavam em movimento e o construtivismo ia aos poucos dando terreno ao sócio-construtivismo, confirmando no campo acadêmico a existência de uma outra forma de assimilar a sociedade e a instituição escolar, juntamente como seus partícipes. Com o tempo, a instituição se modernizou e se atualizou de tal maneira que abandonou as impeduosas punições físicas e a inexorável separação de gênero, melhorando posteriormente as condições de estudo em sala e outras condições básicas para os estudantes, como a alimentação.

O juizo das leis está sempre correndo atrás dos acontecimentos, é verdade que assim também está a força das mudanças que vêm dos cânones acadêmicos. A velocidade galopar das cabeças pensantes não consegue acompanhar a ritmo natural do cotiadiano escolar. E quando as idéias param para descançar, a própria academia se contradiz, mas avança, e a educação escolar parece ficar esperando o momento de definição, em uma inércia sonolenta que acaba por congelar-lá, até que alguem se preste à chacoalhar suas estruturas.

Justiça seja feita, as mudanças tem tido tempos bem menores de congelamento, se compararmos com a histórica divisão das idéias pedagógicas no Brasil, feita por Saviani. A velocidade das mudanças tem se reduzido a períodos cada vez mais curtos e novas pedagogias e métodos de trabalho de outros lugares do mundo viajam com mais firmeza e pousam em segurança nos terrenos férteis do Brasil. Os educadores estão em fim escutando os versos de Roger Waters, ouvindo assim as vozes que ecoam dentro das salas de aula e associando a atualidade acadêmica, estabelecendo diálogos e criando pontes entre saberes e disciplinas.

Algumas escolas, um passo a frente das demais, já conseguiram perceber que a escola não é só feita pelos professores e diretores. Mas também é feita pelos estudantes, e principalmente por eles. São eles que dão vida as paredes, alegrias aos movimentos e sinceridade às relações. As crianças, e só elas, tem direito e voz de dizer o que querem e o que precisam. Pois um adulto pode saber cientificamente a necessidade fisiológica de uma criança, porém apenas a criança, na mais pura honestidade, pode dizer o que prefere e porque prefere. Isso não tira os valores dos educadores envolvidos e nem transfere a responsabilidade, mas compartilha-a.  

Dito isso a respeito da liberdade de ser feliz, tomar atitudes e lidar com situações, porque alguns profissionais ainda tem medo de dar liberdade as crianças? Porque receiam em possibilita-las  maior poder de decisão? Maior participação nas decisões escolares? Porque temos educadores ainda descosiderando a figura do estudante como fundamental para a construção do ambiente escolar?

Temos que agregar e valorizar, distribuindo responsabilidades e finalmente integrar a escola enquanto um centro de possibilidades, não de obrigações e punições. A criança deve se sentir parte do ambiente, com papel valorizado dentro e fora da escola e suas funções reconhecidas enquanto contribuinte do processo de aprendizagem e de aplicação do conhecimento. Caso contrário, nada faz sentido.   

Desde Roger Waters que o mundo sabe e conhece a maior e mais importante crítica artística já feita em nome das crianças contra os entrames de uma escola castradora. No albúm “The Wall” lançado em 1979  entréia a faixa “Another brick on the wall”, uma das músicas responsáveis por colocar o album da banda inglesa no lista de sucesso no mundo todo. A música é composta por três partes, todas escritas pelo próprio baixista do Pink Floyd, Roger Waters. A segunda parte é a mais famosa de todas, e faz importantes críticas ao sistema de ensino da época. Bem como a letra, o video trás imagens contundentes quanto a maneira como as crianças estavam sendo tratadas.

Concomitantemente a arte, as teorias para compreensão do mundo também estavam em movimento e o construtivismo ia aos poucos dando terreno ao sócio-construtivismo, confirmando no campo acadêmico a existência de uma outra forma de assimilar a sociedade e a instituição escolar, juntamente como seus partícipes. Com o tempo, a instituição se modernizou e se atualizou de tal maneira que abandonou as impeduosas punições físicas e a inexorável separação de gênero, melhorando posteriormente as condições de estudo em sala e outras condições básicas para os estudantes, como a alimentação.

O juizo das leis está sempre correndo atrás dos acontecimentos, é verdade que assim também está a força das mudanças que vêm dos cânones acadêmicos. A velocidade galopar das cabeças pensantes não consegue acompanhar a ritmo natural do cotiadiano escolar. E quando as idéias param para descançar, a própria academia se contradiz, mas avança, e a educação escolar parece ficar esperando o momento de definição, em uma inércia sonolenta que acaba por congelar-lá, até que alguem se preste à chacoalhar suas estruturas.

Justiça seja feita, as mudanças tem tido tempos bem menores de congelamento, se compararmos com a histórica divisão das idéias pedagógicas no Brasil, feita por Saviani. A velocidade das mudanças tem se reduzido a períodos cada vez mais curtos e novas pedagogias e métodos de trabalho de outros lugares do mundo viajam com mais firmeza e pousam em segurança nos terrenos férteis do Brasil. Os educadores estão em fim escutando os versos de Roger Waters, ouvindo assim as vozes que ecoam dentro das salas de aula e associando a atualidade acadêmica, estabelecendo diálogos e criando pontes entre saberes e disciplinas.

Algumas escolas, um passo a frente das demais, já conseguiram perceber que a escola não é só feita pelos professores e diretores. Mas também é feita pelos estudantes, e principalmente por eles. São eles que dão vida as paredes, alegrias aos movimentos e sinceridade às relações. As crianças, e só elas, tem direito e voz de dizer o que querem e o que precisam. Pois um adulto pode saber cientificamente a necessidade fisiológica de uma criança, porém apenas a criança, na mais pura honestidade, pode dizer o que prefere e porque prefere. Isso não tira os valores dos educadores envolvidos e nem transfere a responsabilidade, mas compartilha-a.  

Dito isso a respeito da liberdade de ser feliz, tomar atitudes e lidar com situações, porque alguns profissionais ainda tem medo de dar liberdade as crianças? Porque receiam em possibilita-las  maior poder de decisão? Maior participação nas decisões escolares? Porque temos educadores ainda descosiderando a figura do estudante como fundamental para a construção do ambiente escolar?

Temos que agregar e valorizar, distribuindo responsabilidades e finalmente integrar a escola enquanto um centro de possibilidades, não de obrigações e punições. A criança deve se sentir parte do ambiente, com papel valorizado dentro e fora da escola e suas funções reconhecidas enquanto contribuinte do processo de aprendizagem e de aplicação do conhecimento. Caso contrário, nada faz sentido.   

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.