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Criatividade e Inovação: da antiga-nova ordem às futurísticas escolas “vintage”?
24 de abril de 2019

Não descarto todas as possibilidades e vantagens que possam ocorrer com os avanços tecnológicos, seja qual for o cenário. Também, não coloco em cheque de forma maniqueísta [como abdicar-se de toda e qualquer forma de tecnologia por sua forma aderente de t

[… o “livre” também captura os modos de vida a seu favor e, voz digo, não há nada de novo nisso!]

Não descarto todas as possibilidades e vantagens que possam ocorrer com os avanços tecnológicos, seja qual for o cenário. Também, não coloco em cheque de forma maniqueísta [como abdicar-se de toda e qualquer forma de tecnologia por sua forma aderente de transformação]. Mas, tenho que: surgimentos inovadores são capturas obstinadas pelas suas vontades em superar a todo instante, por vezes indiscriminadamente … inovar pelo simples reflexo de inovar.

Assim: boas novas [“criativas-inovadoras”] passam também a habitar, no sentindo adicionados e similarizados, ao cenário educacional.

Será que é “nova” essa antiga “ordem” producente?… hoje, ao falarmos em criatividade-inovação partimos ruma a “novidade”?… Perante a antigas-novas concepções: o quanto uma escola precisa responder à inovação? Quanto ou quando os apelos às mudanças tornam-se de fato uma demanda? Será que essa renovação tecnológica no ensino, cumpre um papel a favor dos aspectos tortuosamente vertiginosos que já somos tragados diariamente? … precisamos falar sobre criatividade-inovação ou diferenciá-las? “Similarizá-las” (tornando-as artificialmente iguais) é contar uma história nova grafada por supostas mudanças. O que de fato precisamos mudar no modelo educacional atual?

[…inovação na educação para educação da inovação…]

De modo geral, é importante que se tenham mudanças e inclusive na educação, mas nessa discussão, associada as ideias “inovanteístas” [uso uma nova palavra para não haver personificações”], é novamente falarmos do mesmo; passa a juntar com uma nova roupagem antiga, à formas de continuidade do mesmo: seleção por competências.

Nesta proposição, também é “alertável” que talvez o que se venha a pensar sobre criatividade possa ser apenas uma re-edição de antigas bandeiras indiscriminadamente “capturantes” aos ideários producentes. Assim, fica em suma uma discussão “dicotomizada”, talvez sem fim, entre educar ou profissionalizar… ou “profe-ssionalizante” (cabendo ao professoral profissionalizar seus alunos). […professoral no sentido do professor-dos-bons-costumes].

Genericamente, dificulta apostar, com a forma indiscriminadamente proferida, em que as escolas estejam atrasadas… até porquê, neste discurso “similarizado” [igualizado para não ver as diferenças] impossibilita-nos avistar diferenças e apostas feitas às continuidades do movimento constante e próprios da educação, ou do ensino, ou das instituições de ensino. Ao mesmo tempo, a manutenção de antigas práticas sempre mantidas, não importando a mudança feita. Por exemplo: aprender ser igual e sempre igual apenas a memorização: “…sei logo repito”)

[- capturante que nos dirigi involuntariamente a uma suposta quebra inevitável da sequência construída, seja qual for, aparentando ao “novo” seu caráter salvador, “do agora vai!”.]

Porém, o teor competitivo, tomador de clientela-capturada e propagador da eficiência frente as ineficiências é característico do debate inovador por competência e nos joga em um plano sincrônico [imperceptível-repetitivo] sem o reconhecimento e imparcialmente a favor de qualquer outra nova roupagem que venha a surgir… o novo a cada segundo nos é tentador, em duplo sentido: como salvador mas, também, como insistente criador dos próprios atentados que cria e recria ao inovar!

Inovar, como antiga-nova palavra de ordem-agora, passa como: substituição do antigo pelo novo?; promotor de ultrapassagem de fronteiras, que nos tornam impossível retroceder?; desproveem do que tenhamos acumulado em prol das substituições por algo novo, inovador, “no lugar de”? Mas, para ocupar precisa estar vazio e quando está ocupado sempre pensar no próximo a ocupar…

Destaco desse modo que, além do lugar sempre a ter que ser re-ocupado: quando se inova e se deseja voltar ao modelo antigo, terá que haver uma nova-postura-inovadora. A propagação do novo com uma roupagem antiga, representativa da vontade de retroceder, mas com substancial nova tecnologia [pois, não há como retroceder tanto] não seria um estilo vintage? Neste último sentido, será que as escolas carregadas de tecno-aprendizagem não são apenas vintage? Escolas inovadoras com roupagem antiga?

[Intenção vs “intensão” vs invenção ou “invensão”]

A crítica, aqui instaurada, não está desprovida de “intensão”: na perspectiva de querer compreender as diferenças. Além disso, está no sentido daquilo que é intenso para não cair em enunciações similarizantes… [em que o Todo é igual ao Todo menos a diferença descartável (T = T – dd)]. Ao mesmo tempo, similarizar a intenção [do motivo pelo qual se faz e se propaga em defesa da junção criatividade-inovação] também corroborara ao olhar que não poderia facultar em singularidades de ações. Tudo isso para afirmar que: uma prática inovadora nem sempre está implicada com suas problemáticas; e, muito menos, passará milagrosamente a extrair de suas produções os emparelhamentos capazes de gerar potencialização sensível a construção ou constituição dos objetivos riscados como norte ao que se depara em suas cristalizações.

Por outro lado precisa haver novas invensões [inventar ciente das necessidades constantes de invenção e de trabalho árduo]. Ninguém que defenda uma grande inovação e que acarretaria em uma mudança sem volta, acha que isso se constrói do dia para a noite… não?

[… o “livre” também captura os modos de vida a seu favor e, voz digo, não há nada de novo nisso!]

Não descarto todas as possibilidades e vantagens que possam ocorrer com os avanços tecnológicos, seja qual for o cenário. Também, não coloco em cheque de forma maniqueísta [como abdicar-se de toda e qualquer forma de tecnologia por sua forma aderente de transformação]. Mas, tenho que: surgimentos inovadores são capturas obstinadas pelas suas vontades em superar a todo instante, por vezes indiscriminadamente … inovar pelo simples reflexo de inovar.

Assim: boas novas [“criativas-inovadoras”] passam também a habitar, no sentindo adicionados e similarizados, ao cenário educacional.

Será que é “nova” essa antiga “ordem” producente?… hoje, ao falarmos em criatividade-inovação partimos ruma a “novidade”?… Perante a antigas-novas concepções: o quanto uma escola precisa responder à inovação? Quanto ou quando os apelos às mudanças tornam-se de fato uma demanda? Será que essa renovação tecnológica no ensino, cumpre um papel a favor dos aspectos tortuosamente vertiginosos que já somos tragados diariamente? … precisamos falar sobre criatividade-inovação ou diferenciá-las? “Similarizá-las” (tornando-as artificialmente iguais) é contar uma história nova grafada por supostas mudanças. O que de fato precisamos mudar no modelo educacional atual?

[…inovação na educação para educação da inovação…]

De modo geral, é importante que se tenham mudanças e inclusive na educação, mas nessa discussão, associada as ideias “inovanteístas” [uso uma nova palavra para não haver personificações”], é novamente falarmos do mesmo; passa a juntar com uma nova roupagem antiga, à formas de continuidade do mesmo: seleção por competências.

Nesta proposição, também é “alertável” que talvez o que se venha a pensar sobre criatividade possa ser apenas uma re-edição de antigas bandeiras indiscriminadamente “capturantes” aos ideários producentes. Assim, fica em suma uma discussão “dicotomizada”, talvez sem fim, entre educar ou profissionalizar… ou “profe-ssionalizante” (cabendo ao professoral profissionalizar seus alunos). […professoral no sentido do professor-dos-bons-costumes].

Genericamente, dificulta apostar, com a forma indiscriminadamente proferida, em que as escolas estejam atrasadas… até porquê, neste discurso “similarizado” [igualizado para não ver as diferenças] impossibilita-nos avistar diferenças e apostas feitas às continuidades do movimento constante e próprios da educação, ou do ensino, ou das instituições de ensino. Ao mesmo tempo, a manutenção de antigas práticas sempre mantidas, não importando a mudança feita. Por exemplo: aprender ser igual e sempre igual apenas a memorização: “…sei logo repito”)

[- capturante que nos dirigi involuntariamente a uma suposta quebra inevitável da sequência construída, seja qual for, aparentando ao “novo” seu caráter salvador, “do agora vai!”.]

Porém, o teor competitivo, tomador de clientela-capturada e propagador da eficiência frente as ineficiências é característico do debate inovador por competência e nos joga em um plano sincrônico [imperceptível-repetitivo] sem o reconhecimento e imparcialmente a favor de qualquer outra nova roupagem que venha a surgir… o novo a cada segundo nos é tentador, em duplo sentido: como salvador mas, também, como insistente criador dos próprios atentados que cria e recria ao inovar!

Inovar, como antiga-nova palavra de ordem-agora, passa como: substituição do antigo pelo novo?; promotor de ultrapassagem de fronteiras, que nos tornam impossível retroceder?; desproveem do que tenhamos acumulado em prol das substituições por algo novo, inovador, “no lugar de”? Mas, para ocupar precisa estar vazio e quando está ocupado sempre pensar no próximo a ocupar…

Destaco desse modo que, além do lugar sempre a ter que ser re-ocupado: quando se inova e se deseja voltar ao modelo antigo, terá que haver uma nova-postura-inovadora. A propagação do novo com uma roupagem antiga, representativa da vontade de retroceder, mas com substancial nova tecnologia [pois, não há como retroceder tanto] não seria um estilo vintage? Neste último sentido, será que as escolas carregadas de tecno-aprendizagem não são apenas vintage? Escolas inovadoras com roupagem antiga?

[Intenção vs “intensão” vs invenção ou “invensão”]

A crítica, aqui instaurada, não está desprovida de “intensão”: na perspectiva de querer compreender as diferenças. Além disso, está no sentido daquilo que é intenso para não cair em enunciações similarizantes… [em que o Todo é igual ao Todo menos a diferença descartável (T = T – dd)]. Ao mesmo tempo, similarizar a intenção [do motivo pelo qual se faz e se propaga em defesa da junção criatividade-inovação] também corroborara ao olhar que não poderia facultar em singularidades de ações. Tudo isso para afirmar que: uma prática inovadora nem sempre está implicada com suas problemáticas; e, muito menos, passará milagrosamente a extrair de suas produções os emparelhamentos capazes de gerar potencialização sensível a construção ou constituição dos objetivos riscados como norte ao que se depara em suas cristalizações.

Por outro lado precisa haver novas invensões [inventar ciente das necessidades constantes de invenção e de trabalho árduo]. Ninguém que defenda uma grande inovação e que acarretaria em uma mudança sem volta, acha que isso se constrói do dia para a noite… não?

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.