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Educação financeira para crianças
24 de abril de 2019

Precisar bater na velha tecla de que as crianças aprendem observando os pais me deixa desolada, contudo é inquestionavelmente notório para o assunto que coloco em pauta neste texto. Neste caso a superação do comportamento dos pais será necessá

Precisar bater na velha tecla de que as crianças aprendem observando os pais me deixa desolada, contudo é inquestionavelmente notório para o assunto que coloco em pauta neste texto. Neste caso a superação do comportamento dos pais será necessária, visto que vivemos numa sociedade de grandes apelos ao consumo.  Avaliar o que realmente precisamos e comprar somente o necessário foge à maioria das pessoas. O prazer da compra vem suprir outras carências e culpas dos nossos dias.

Partindo dessas constatações, desses posicionamentos dos adultos, é comum vermos nas lojas crianças exigindo dos pais os bens materiais que desejam. Poucos são os pais que dizem não; mesmo os menos abastados têm dificuldades de lidar com a frustração do filho.  Parece que esquecem que as frustrações são ferramentas de aprendizagem. Lidar com elas é permitir-se o desenvolvimento do equilíbrio socioemocional.

Algumas atitudes simples quando praticadas corriqueira e coerentemente facilitam o processo da educação financeira para as crianças. Afinal, por onde andam as moedas que recebemos? No painel do carro? Na cabeceira da cama? Convidar a família a realizar um desejo comum com a economia realizada usando um cofrinho é um primeiro passo.  Comecem conversando sobre o desejo, afinal antes do dinheiro vem o sonho, que é viabilizado pelo esforço de poupar.  Depois disso é preciso refinar outras ações, para que haja coerência. Outras economias precisarão reforçar o compromisso comum. Então vamos lá: é preciso estimular de maneira positiva que todos ajudem a apagar a luz das salas vazias, gastar pouca água no banho, colocar no prato somente o que vamos comer, evitar desperdício comprando alimentos demais, participar de escambos, presentear com objetos produzidos por artesãos locais, … gastar menos para comprar menos.  Compreender a inutilidade de certos objetos meros geradores de status é um desafio principalmente para adolescentes, e muitas vezes também para adultos.

A educação financeira precisa ser aprendida em casa!  Economizar para realizar projetos, ter dinheiro para atingir metas, para viabilizar mudanças.  Aquele que reconhece suas próprias necessidades e aspirações e, sabe se controlar está adiante da maioria, adiante dos consumidores impulsivos e descontrolados e, certamente atingirá seus objetivos.

Alguém poderia estar pensando: mas eu ganho o suficiente para presentear meus filhos diariamente, para dar-lhes tudo o que pedem, por que preciso economizar?  É simples. Para que seus filhos aprendam com você!  Aprendam o sabor da vitória de vencer a si próprios e  se tornem batalhadores.  Desta forma ajudarão a construir um mundo melhor, sem  fome, sem violência e com uma distribuição de renda mais justa.

Vamos rever nossos próprios hábitos de consumo?

Precisar bater na velha tecla de que as crianças aprendem observando os pais me deixa desolada, contudo é inquestionavelmente notório para o assunto que coloco em pauta neste texto. Neste caso a superação do comportamento dos pais será necessária, visto que vivemos numa sociedade de grandes apelos ao consumo.  Avaliar o que realmente precisamos e comprar somente o necessário foge à maioria das pessoas. O prazer da compra vem suprir outras carências e culpas dos nossos dias.

Partindo dessas constatações, desses posicionamentos dos adultos, é comum vermos nas lojas crianças exigindo dos pais os bens materiais que desejam. Poucos são os pais que dizem não; mesmo os menos abastados têm dificuldades de lidar com a frustração do filho.  Parece que esquecem que as frustrações são ferramentas de aprendizagem. Lidar com elas é permitir-se o desenvolvimento do equilíbrio socioemocional.

Algumas atitudes simples quando praticadas corriqueira e coerentemente facilitam o processo da educação financeira para as crianças. Afinal, por onde andam as moedas que recebemos? No painel do carro? Na cabeceira da cama? Convidar a família a realizar um desejo comum com a economia realizada usando um cofrinho é um primeiro passo.  Comecem conversando sobre o desejo, afinal antes do dinheiro vem o sonho, que é viabilizado pelo esforço de poupar.  Depois disso é preciso refinar outras ações, para que haja coerência. Outras economias precisarão reforçar o compromisso comum. Então vamos lá: é preciso estimular de maneira positiva que todos ajudem a apagar a luz das salas vazias, gastar pouca água no banho, colocar no prato somente o que vamos comer, evitar desperdício comprando alimentos demais, participar de escambos, presentear com objetos produzidos por artesãos locais, … gastar menos para comprar menos.  Compreender a inutilidade de certos objetos meros geradores de status é um desafio principalmente para adolescentes, e muitas vezes também para adultos.

A educação financeira precisa ser aprendida em casa!  Economizar para realizar projetos, ter dinheiro para atingir metas, para viabilizar mudanças.  Aquele que reconhece suas próprias necessidades e aspirações e, sabe se controlar está adiante da maioria, adiante dos consumidores impulsivos e descontrolados e, certamente atingirá seus objetivos.

Alguém poderia estar pensando: mas eu ganho o suficiente para presentear meus filhos diariamente, para dar-lhes tudo o que pedem, por que preciso economizar?  É simples. Para que seus filhos aprendam com você!  Aprendam o sabor da vitória de vencer a si próprios e  se tornem batalhadores.  Desta forma ajudarão a construir um mundo melhor, sem  fome, sem violência e com uma distribuição de renda mais justa.

Vamos rever nossos próprios hábitos de consumo?

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.