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Educar para sustentabilidade desenvolve habilidades socioemocionais
22 de abril de 2019

A pesquisa da Fundação Lemann veiculada dias atrás comprova aquilo que todos nós que trabalhamos diretamente com a educação em seu nível básico já sentíamos e sabíamos. O excesso de disciplinas e informação, mas mais importante, a desconexão entre os conh

A pesquisa da Fundação Lemann veiculada dias atrás comprova aquilo que todos nós que trabalhamos diretamente com a educação em seu nível básico já sentíamos e sabíamos. O excesso de disciplinas e informação, mas mais importante, a desconexão entre os conhecimentos não tem preparado nossos jovens para os desafios relacionados à continuação de sua formação e vida profissional.

O novo currículo nacional está de olho nisso e certamente trará novas abordagens e alternativas para que o quebra-cabeças do conhecimento seja finalmente montado.

Ponto fundamental da pesquisa da Fundação Lemann diz respeito ao pobre desenvolvimento das habilidades socioemocionais, que são fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável. Essas habilidades vão além das questões relacionadas à capacidade de adquirir e articular informações, ou seja,

“não há como preparar as crianças e jovens para enfrentar os desafios do século XXI sem investir no desenvolvimento de habilidades para selecionar e processar informações, tomar decisões, trabalhar em equipe, resolver problemas, lidar com as emoções…” (ABED, 2014).

Dentro dessa perspectiva que considera o ser humano de maneira integral, projetos relacionados à temática da Educação Ambiental e Sustentabilidade tem mostrado toda sua competência no que diz respeito à aquisição de diferentes habilidades, incluindo as socioemocionais.

O trabalho com o valor da sustentabilidade na escola de forma continuada, permanente e transversal tem sido capaz de transformar – dentro da minha perspectiva de educador-pesquisador – não somente o espaço, mas o modo como as pessoas passam a se relacionar por meio de uma postura mais pró-ativa e cooperativa, respeitando as características do local e a opinião do outro.

Essas transformações – e sua manutenção no tempo e no espaço – dependem diretamente de boas estratégias que garantam o desenvolvimento e manutenção de diferentes habilidades socioemocionais relacionadas, por exemplo, ao desejo de participação e seu significado, ao trabalho em equipe na resolução de problemas comuns e à alteridade.

As avaliações de um projeto de Educação e Sustentabilidade, do qual colaboro desde seu nascimento há 6 anos, demonstram claramente a relação do tema com o desenvolvimento das habilidades socioemocionais. Por meio de entrevistas e depoimentos espontâneos, estudantes e professores identificam em si mesmos, graças à participação no projeto, mudanças significativas relacionadas

1-    ao seu papel na sociedade como um todo como agente de transformação;

2- à importância da mobilização e da participação democrática na resolução de desafios comuns;

3- à necessidade de integração dos conhecimentos na busca de uma compreensão mais complexa do mundo e seus processos;

4- ao papel da escola como catalisadora da inovação via empreendedorismo;

5- ao desenvolvimento de habilidades e valores relacionados a uma escola e sociedade mais sustentáveis, entre outros.

Infelizmente, são pouquíssimas as instituições de ensino públicas ou particulares que tem se dedicado à criação e desenvolvimento de projetos em Educação e Sustentabilidade. De forma geral, a questão socioambiental tem perdido espaço na educação e, junto com ela, todo seu potencial de conjugar conhecimentos e promover mudança.

Os resultados de um bom trabalho em Educação Ambiental e Sustentabilidade são vistos na escola a médio prazo e, na sociedade e no mundo, normalmente, a longo prazo. Sendo assim, é preciso acreditar e ousar no presente para celebrar no presente e no futuro.

A pesquisa da Fundação Lemann só reforça a importância que jê tem sido dada, desde 1997, aos chamados temas transversais como meio ambiente e sustentabilidade. Vale ressaltar, entretanto, que a potência destes temas para o  desenvolvimento de habilidades e competências deve ir muito além da adequação dos jovens ao que o mercado de trabalho formal espera. Ela deve garantir, acima de tudo, a autonomia para empreender e seguir seus sonhos e ideais na direção de uma vida repleta de bem-estar e felicidade.

 

Fundação Lemann – Projeto de Vida

http://www.fundacaolemann.org.br/projeto-de-vida/

 

ABED, Anita Lilian Zuppo. O desenvolvimento das habilidades socioemocionais como caminho para a aprendizagem e o sucesso escolar de alunos da educação básica. São Paulo: 2014.

A pesquisa da Fundação Lemann veiculada dias atrás comprova aquilo que todos nós que trabalhamos diretamente com a educação em seu nível básico já sentíamos e sabíamos. O excesso de disciplinas e informação, mas mais importante, a desconexão entre os conhecimentos não tem preparado nossos jovens para os desafios relacionados à continuação de sua formação e vida profissional.

O novo currículo nacional está de olho nisso e certamente trará novas abordagens e alternativas para que o quebra-cabeças do conhecimento seja finalmente montado.

Ponto fundamental da pesquisa da Fundação Lemann diz respeito ao pobre desenvolvimento das habilidades socioemocionais, que são fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável. Essas habilidades vão além das questões relacionadas à capacidade de adquirir e articular informações, ou seja,

“não há como preparar as crianças e jovens para enfrentar os desafios do século XXI sem investir no desenvolvimento de habilidades para selecionar e processar informações, tomar decisões, trabalhar em equipe, resolver problemas, lidar com as emoções…” (ABED, 2014).

Dentro dessa perspectiva que considera o ser humano de maneira integral, projetos relacionados à temática da Educação Ambiental e Sustentabilidade tem mostrado toda sua competência no que diz respeito à aquisição de diferentes habilidades, incluindo as socioemocionais.

O trabalho com o valor da sustentabilidade na escola de forma continuada, permanente e transversal tem sido capaz de transformar – dentro da minha perspectiva de educador-pesquisador – não somente o espaço, mas o modo como as pessoas passam a se relacionar por meio de uma postura mais pró-ativa e cooperativa, respeitando as características do local e a opinião do outro.

Essas transformações – e sua manutenção no tempo e no espaço – dependem diretamente de boas estratégias que garantam o desenvolvimento e manutenção de diferentes habilidades socioemocionais relacionadas, por exemplo, ao desejo de participação e seu significado, ao trabalho em equipe na resolução de problemas comuns e à alteridade.

As avaliações de um projeto de Educação e Sustentabilidade, do qual colaboro desde seu nascimento há 6 anos, demonstram claramente a relação do tema com o desenvolvimento das habilidades socioemocionais. Por meio de entrevistas e depoimentos espontâneos, estudantes e professores identificam em si mesmos, graças à participação no projeto, mudanças significativas relacionadas

1-    ao seu papel na sociedade como um todo como agente de transformação;

2- à importância da mobilização e da participação democrática na resolução de desafios comuns;

3- à necessidade de integração dos conhecimentos na busca de uma compreensão mais complexa do mundo e seus processos;

4- ao papel da escola como catalisadora da inovação via empreendedorismo;

5- ao desenvolvimento de habilidades e valores relacionados a uma escola e sociedade mais sustentáveis, entre outros.

Infelizmente, são pouquíssimas as instituições de ensino públicas ou particulares que tem se dedicado à criação e desenvolvimento de projetos em Educação e Sustentabilidade. De forma geral, a questão socioambiental tem perdido espaço na educação e, junto com ela, todo seu potencial de conjugar conhecimentos e promover mudança.

Os resultados de um bom trabalho em Educação Ambiental e Sustentabilidade são vistos na escola a médio prazo e, na sociedade e no mundo, normalmente, a longo prazo. Sendo assim, é preciso acreditar e ousar no presente para celebrar no presente e no futuro.

A pesquisa da Fundação Lemann só reforça a importância que jê tem sido dada, desde 1997, aos chamados temas transversais como meio ambiente e sustentabilidade. Vale ressaltar, entretanto, que a potência destes temas para o  desenvolvimento de habilidades e competências deve ir muito além da adequação dos jovens ao que o mercado de trabalho formal espera. Ela deve garantir, acima de tudo, a autonomia para empreender e seguir seus sonhos e ideais na direção de uma vida repleta de bem-estar e felicidade.

 

Fundação Lemann – Projeto de Vida

http://www.fundacaolemann.org.br/projeto-de-vida/

 

ABED, Anita Lilian Zuppo. O desenvolvimento das habilidades socioemocionais como caminho para a aprendizagem e o sucesso escolar de alunos da educação básica. São Paulo: 2014.

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.