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ESTUDAR ou APRENDER
24 de abril de 2019

Nosso país tem sérios problemas na Educação. Entre eles cito: a cultura escolar elitista, a falta de visão estratégica, a desinformação da sociedade, interesses corporativistas, fracasso e evasão escolar, despreparo de professores e ainda a baixa qualida

É possível fazer educação sem escola?

 

Nosso país tem sérios problemas na Educação.  Entre eles cito: a cultura escolar elitista, a falta de visão estratégica, a desinformação da sociedade, interesses corporativistas, fracasso e evasão escolar, despreparo de professores e ainda a baixa qualidade de ensino. Reconhecer esses problemas é o primeiro passo para a mudança.  Um primeiro passo de um longo caminho, mas que garante a  perspectiva da busca por soluções.

Há escolas e professores com uma indignação pungente que utilizam novas práticas, que refletem, que se movem e comovem, que se unem e reúnem em nome de uma educação democrática, libertária e criativa. A necessidade do apoio das comunidades é grande. A divulgação das propostas inovadores, que oferecem luz à questão é uma possibilidade de ajuda.

Vale contar a experiência vivida por quatro brasileiros que viajaram por nove países para conhecer centros de aprendizagem avançados. Essa história rendeu o livro “Volta ao mundo em 13 escolas” que será lançado em outubro, e tem por objetivo “alargar horizontes”, como define o jornalista André Gravatá, usando uma expressão do escritor Manoel de Barros.

O foco no vestibular e na competitividade de um suposto futuro profissional é a grande distorção que impede o fluxo da renovação que vem surgindo. A partir do momento em que se decide não sistematizar um método de trabalho, mas sim fazer com que as crianças construam espontaneamente o aprendizado, surge uma nova maneira de educar.  Educar para a vida e para o hoje é  permitir que o conhecimento seja realmente construído.

Precisamos sair da questão de dificuldade de aprendizagem e olhar para a dificuldade de “ensinagem”.  Só podemos ensinar aquilo que desejam aprender, o resto é memorização e não aquisição de conhecimento. De nada valem os conteúdos programáticos sem o interesse do aluno.  Esse sujeito a quem chamam de estudante, não deseja estudar, visto que o que o que querem lhe incutir cognitivamente não lhe desperta interesse.  Esse sujeito, que merece o respeito de todos, cuja curiosidade deveria ser mantida,  precisa ser visto como um aprendiz!

A diferença entre estudar e aprender traz respostas em si mesma.  Esse é o paradigma a ser quebrado pelas famílias, escolas e professores. A partir desta quebra a educação formará homens e mulheres que primeiramente saibam se expressar, sejam capazes de tomar decisões, de arcar com responsabilidades e de serem felizes.

Não queremos mais uma escola na qual o aluno é treinado para fazer parte de um mundo de produtores calados e conformados.  Não queremos uma escola que disciplina rigidamente, uniformiza no sentido mais amplo da palavra e que tenta anular diferenças. Não queremos mais esta escola que cala a alma de seus aprendizes para encaixá-los num sistema de vencedores e vencidos, opressores e oprimidos.

Para mudar o mundo precisamos rever nossos princípios e valores, perceber que a criatividade e a flexibilidade são práticas que urgem na vida deste novo cidadão, que conhece seus direitos, respeita os alheios e participa da construção de sua história social.

Cabe às famílias compreender esta evolução e encontrar e participar de escolas onde seus filhos sejam aceitos como aprendizes interessados e participativos, características que as crianças possuem naturalmente.  Escolas que fomentem a curiosidade e a liberdade intelectual, e façam da vida escolar uma vida alegre e prazerosa.

Cabe as instituições escolares a renovação de sua prática metodológica, numa quebra de muros para além do concreto.  Cabe aos professores a certeza de que é a firmeza dos propósitos e o amor que asseguram a construção do mundo melhor.

É possível fazer educação sem escola?

 

Nosso país tem sérios problemas na Educação.  Entre eles cito: a cultura escolar elitista, a falta de visão estratégica, a desinformação da sociedade, interesses corporativistas, fracasso e evasão escolar, despreparo de professores e ainda a baixa qualidade de ensino. Reconhecer esses problemas é o primeiro passo para a mudança.  Um primeiro passo de um longo caminho, mas que garante a  perspectiva da busca por soluções.

Há escolas e professores com uma indignação pungente que utilizam novas práticas, que refletem, que se movem e comovem, que se unem e reúnem em nome de uma educação democrática, libertária e criativa. A necessidade do apoio das comunidades é grande. A divulgação das propostas inovadores, que oferecem luz à questão é uma possibilidade de ajuda.

Vale contar a experiência vivida por quatro brasileiros que viajaram por nove países para conhecer centros de aprendizagem avançados. Essa história rendeu o livro “Volta ao mundo em 13 escolas” que será lançado em outubro, e tem por objetivo “alargar horizontes”, como define o jornalista André Gravatá, usando uma expressão do escritor Manoel de Barros.

O foco no vestibular e na competitividade de um suposto futuro profissional é a grande distorção que impede o fluxo da renovação que vem surgindo. A partir do momento em que se decide não sistematizar um método de trabalho, mas sim fazer com que as crianças construam espontaneamente o aprendizado, surge uma nova maneira de educar.  Educar para a vida e para o hoje é  permitir que o conhecimento seja realmente construído.

Precisamos sair da questão de dificuldade de aprendizagem e olhar para a dificuldade de “ensinagem”.  Só podemos ensinar aquilo que desejam aprender, o resto é memorização e não aquisição de conhecimento. De nada valem os conteúdos programáticos sem o interesse do aluno.  Esse sujeito a quem chamam de estudante, não deseja estudar, visto que o que o que querem lhe incutir cognitivamente não lhe desperta interesse.  Esse sujeito, que merece o respeito de todos, cuja curiosidade deveria ser mantida,  precisa ser visto como um aprendiz!

A diferença entre estudar e aprender traz respostas em si mesma.  Esse é o paradigma a ser quebrado pelas famílias, escolas e professores. A partir desta quebra a educação formará homens e mulheres que primeiramente saibam se expressar, sejam capazes de tomar decisões, de arcar com responsabilidades e de serem felizes.

Não queremos mais uma escola na qual o aluno é treinado para fazer parte de um mundo de produtores calados e conformados.  Não queremos uma escola que disciplina rigidamente, uniformiza no sentido mais amplo da palavra e que tenta anular diferenças. Não queremos mais esta escola que cala a alma de seus aprendizes para encaixá-los num sistema de vencedores e vencidos, opressores e oprimidos.

Para mudar o mundo precisamos rever nossos princípios e valores, perceber que a criatividade e a flexibilidade são práticas que urgem na vida deste novo cidadão, que conhece seus direitos, respeita os alheios e participa da construção de sua história social.

Cabe às famílias compreender esta evolução e encontrar e participar de escolas onde seus filhos sejam aceitos como aprendizes interessados e participativos, características que as crianças possuem naturalmente.  Escolas que fomentem a curiosidade e a liberdade intelectual, e façam da vida escolar uma vida alegre e prazerosa.

Cabe as instituições escolares a renovação de sua prática metodológica, numa quebra de muros para além do concreto.  Cabe aos professores a certeza de que é a firmeza dos propósitos e o amor que asseguram a construção do mundo melhor.

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.