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Evasão de professores
24 de abril de 2019

A total desvalorização do professor, a desqualificação do aluno e suas necessidades, o desprezo às mudanças do mercado de trabalho e a cegueira frente à nova estrutura e dinâmica familiar são fatores que escravizam professores e alunos aprisionando-os em

A cada dia, oito professores concursados desistem de dar aula nas escolas estaduais paulistas.

A total desvalorização do professor, a desqualificação do  aluno e suas necessidades, o desprezo às mudanças do mercado de trabalho e a cegueira frente à nova estrutura e dinâmica familiar são fatores que escravizam professores e alunos aprisionando-os em um sistema de ensino falido e ineficaz que extingue a profissão de MESTRE.

Numa tentativa de sobrevivência de seus ideais, alguns professores migram para a rede municipal que agora conta com o reforço das dez “grades” “sugeridas” pelo governo do ex-ministro da Educação que, no meu entender, aprisionarão mais ainda professores, alunos e pais.

1) TCC ao 9º ano no lugar de ensinar a pesquisar, analisar e trocar idéias desde o 1º ano;
2)  reprovação no lugar de garantir aprendizado a todos e a cada um;
3) recuperação ao final do ano no lugar de recuperação a todo momento em que não houver o aprendizado;
4) curso profissionalizante particulares e financiados ao final do 9º ano no lugar de políticas públicas que contemplem o protagonismo jovem e a prática da cidadania democrática com universidades públicas para todos;
5) lição de casa obrigatória no lugar de lições de casa que o aluno seja garantidamente capaz de fazê-la sozinho;
6) boletim para os pais na internet com sugestões para os pais de como melhorar o rendimento de seus filhos no lugar de criar e efetivar estratégias para a Escola, através de seus profissionais, resolver os problemas de aprendizado dos alunos;
7) mudança para os maiores de 10 anos nas notas reduzindo-as de zero a dez no lugar de pagar hora extra para os professores elaborarem um relatório que realmente auxilie alunos tutorados por  professores a garantir o aprendizado ou na pior das hipóteses, que o brasileiro saiba fazer regra de três já que é obrigado a ter nota numérica;
8) prova bimestral no lugar de pagar hora extra aos educadores para mensalmente ou semanalmente a escola se reunir e criar estratégias para correção de rota resolvendo os problemas de cada aluno e de todos os alunos observados pelos professores;
9) dividir os alunos em ciclos separados por provas classificatórias no lugar de derrubar as paredes físicas, emocionais e intelectuais que seccionam o ambiente escolar;

10) dependência no 7º e 8º anos no lugar de recuperação constante, inserida no horário escolar, referente a cada conteúdo ensinado e não aprendido pelo aluno. (Parece que esta última será excluída?? Quem saberá?)

O conjunto destas medidas é similar ao enjaular em pequenas celas frias de laboratórios de inseminação artificial, os animais em extinção, na tentativa insana de garantir sua reprodução.  Lutemos para que as dez grades não venham a somar na estatística de evasão de mestres e alunos das instituições escolares da maior cidade da América Latina e que esta “moda” não se propague pelas sofridas paragens educacionais brasileira.

A cada dia, oito professores concursados desistem de dar aula nas escolas estaduais paulistas.

A total desvalorização do professor, a desqualificação do  aluno e suas necessidades, o desprezo às mudanças do mercado de trabalho e a cegueira frente à nova estrutura e dinâmica familiar são fatores que escravizam professores e alunos aprisionando-os em um sistema de ensino falido e ineficaz que extingue a profissão de MESTRE.

Numa tentativa de sobrevivência de seus ideais, alguns professores migram para a rede municipal que agora conta com o reforço das dez “grades” “sugeridas” pelo governo do ex-ministro da Educação que, no meu entender, aprisionarão mais ainda professores, alunos e pais.

1) TCC ao 9º ano no lugar de ensinar a pesquisar, analisar e trocar idéias desde o 1º ano;
2)  reprovação no lugar de garantir aprendizado a todos e a cada um;
3) recuperação ao final do ano no lugar de recuperação a todo momento em que não houver o aprendizado;
4) curso profissionalizante particulares e financiados ao final do 9º ano no lugar de políticas públicas que contemplem o protagonismo jovem e a prática da cidadania democrática com universidades públicas para todos;
5) lição de casa obrigatória no lugar de lições de casa que o aluno seja garantidamente capaz de fazê-la sozinho;
6) boletim para os pais na internet com sugestões para os pais de como melhorar o rendimento de seus filhos no lugar de criar e efetivar estratégias para a Escola, através de seus profissionais, resolver os problemas de aprendizado dos alunos;
7) mudança para os maiores de 10 anos nas notas reduzindo-as de zero a dez no lugar de pagar hora extra para os professores elaborarem um relatório que realmente auxilie alunos tutorados por  professores a garantir o aprendizado ou na pior das hipóteses, que o brasileiro saiba fazer regra de três já que é obrigado a ter nota numérica;
8) prova bimestral no lugar de pagar hora extra aos educadores para mensalmente ou semanalmente a escola se reunir e criar estratégias para correção de rota resolvendo os problemas de cada aluno e de todos os alunos observados pelos professores;
9) dividir os alunos em ciclos separados por provas classificatórias no lugar de derrubar as paredes físicas, emocionais e intelectuais que seccionam o ambiente escolar;

10) dependência no 7º e 8º anos no lugar de recuperação constante, inserida no horário escolar, referente a cada conteúdo ensinado e não aprendido pelo aluno. (Parece que esta última será excluída?? Quem saberá?)

O conjunto destas medidas é similar ao enjaular em pequenas celas frias de laboratórios de inseminação artificial, os animais em extinção, na tentativa insana de garantir sua reprodução.  Lutemos para que as dez grades não venham a somar na estatística de evasão de mestres e alunos das instituições escolares da maior cidade da América Latina e que esta “moda” não se propague pelas sofridas paragens educacionais brasileira.

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.