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Jovens protagonistas
22 de abril de 2019

Somos cada vez mais seres urbanos. Segundo as últimas estimativas, cerca de 84% dos brasileiros vivem em alguma forma de zona urbana, da mesma forma que mais de 50% dos habitantes do planeta.

Somos cada vez mais seres urbanos. Segundo as últimas estimativas, cerca de 84% dos brasileiros vivem em alguma forma de zona urbana, da mesma forma que mais de 50% dos habitantes do planeta. Como tudo, a urbanização possui seus lados positivos e negativos.

Do ponto de vista socioambiental, a lista de impactos negativos parece crescer cada vez mais à medida que compreendemos melhor nossa real influência sobre a natureza e, nesse sentido, ainda temos muito a descobrir.

Nossa vida nas cidades gera desconexão e indiferença e, somente no momento que nossas torneiras ficam secas, só para citar um exemplo recente, tomamos consciência da nossa ação sobre o meio natural.

Em resumo, é mais que urgente que superemos o paradigma utilitarista em que estamos mergulhados e caminhemos na direção de uma reconexão com a natureza fundada, simplesmente, no direito à existência e valorização da beleza.

Nessa direção, recentemente, tive o prazer de fazer parte como educador de uma iniciativa que tem se dedicado à essa reconexão por meio do olhar, da beleza e da educação. Ela se chama “Prêmio Jovem Conservacionista”.

Em sua última edição realizada em Tefé (AM), mais de 50 estudantes do Ensino Básico da rede pública participaram de oficinas de foto e vídeo focadas em uma das espécies mais carismáticas de nossa fauna: a onça-pintada.

O desafio de cada dupla de estudantes (e seus respectivos professores-tutores) foi criar um vídeo de menos de 5 minutos sobre a importância da conservação da onça-pintada. No fundo, a onça é simplesmente um caminho para compreendermos melhor nossa relação com a Amazônia e com a natureza de forma mais ampla e irrestrita.

Da mesma forma que aprimoram o olhar e estimulam a curiosidade, iniciativas como essa criam também uma nova forma de relacionamento entre professores e alunos, que passam a ser coautores -na qual um aprende com o outro- e, da mesma forma, resignificam o conhecimento e o valor da cooperação.

A dupla vencedora e sua respectiva tutora tiveram a chance de passar cinco dias no Pantanal, conhecendo projetos relacionados à conservação e compartilhando seu vídeo e suas experiências com outros alunos da rede pública de ensino na cidade de Poconé.

Enfim, apesar do nome prêmio, o que foi construído a várias mãos foi mais educação, mais conhecimento e mais conexão com tudo aquilo que é muitas vezes invisível, mas essencial.

Aconselho a todos e todas que assistam ao vídeo das alunas vencedoras e que cada um de nós busque, todos os dias, a reconexão com o imponderável, com o essencial e com o belo.

 

Link para o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=tV3SY0z6gkY

Somos cada vez mais seres urbanos. Segundo as últimas estimativas, cerca de 84% dos brasileiros vivem em alguma forma de zona urbana, da mesma forma que mais de 50% dos habitantes do planeta. Como tudo, a urbanização possui seus lados positivos e negativos.

Do ponto de vista socioambiental, a lista de impactos negativos parece crescer cada vez mais à medida que compreendemos melhor nossa real influência sobre a natureza e, nesse sentido, ainda temos muito a descobrir.

Nossa vida nas cidades gera desconexão e indiferença e, somente no momento que nossas torneiras ficam secas, só para citar um exemplo recente, tomamos consciência da nossa ação sobre o meio natural.

Em resumo, é mais que urgente que superemos o paradigma utilitarista em que estamos mergulhados e caminhemos na direção de uma reconexão com a natureza fundada, simplesmente, no direito à existência e valorização da beleza.

Nessa direção, recentemente, tive o prazer de fazer parte como educador de uma iniciativa que tem se dedicado à essa reconexão por meio do olhar, da beleza e da educação. Ela se chama “Prêmio Jovem Conservacionista”.

Em sua última edição realizada em Tefé (AM), mais de 50 estudantes do Ensino Básico da rede pública participaram de oficinas de foto e vídeo focadas em uma das espécies mais carismáticas de nossa fauna: a onça-pintada.

O desafio de cada dupla de estudantes (e seus respectivos professores-tutores) foi criar um vídeo de menos de 5 minutos sobre a importância da conservação da onça-pintada. No fundo, a onça é simplesmente um caminho para compreendermos melhor nossa relação com a Amazônia e com a natureza de forma mais ampla e irrestrita.

Da mesma forma que aprimoram o olhar e estimulam a curiosidade, iniciativas como essa criam também uma nova forma de relacionamento entre professores e alunos, que passam a ser coautores -na qual um aprende com o outro- e, da mesma forma, resignificam o conhecimento e o valor da cooperação.

A dupla vencedora e sua respectiva tutora tiveram a chance de passar cinco dias no Pantanal, conhecendo projetos relacionados à conservação e compartilhando seu vídeo e suas experiências com outros alunos da rede pública de ensino na cidade de Poconé.

Enfim, apesar do nome prêmio, o que foi construído a várias mãos foi mais educação, mais conhecimento e mais conexão com tudo aquilo que é muitas vezes invisível, mas essencial.

Aconselho a todos e todas que assistam ao vídeo das alunas vencedoras e que cada um de nós busque, todos os dias, a reconexão com o imponderável, com o essencial e com o belo.

 

Link para o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=tV3SY0z6gkY

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.