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MEDIAÇÃO DE CONFLITOS NA ESCOLA: HARMONIA NA DIVERSIDADE
23 de abril de 2019

A escola faz parte da nossa introdução ao convívio regrado em sociedade. Trata-se de uma de nossas primeiras experiências sociais, convivendo com pessoas que não pertencem a nossa família, com outras regras além daquelas ditadas por nossos pais.

Na escola compartilhamos o espaço com outras culturas, valores, posicionamentos, e com isso aprendemos que a convivência saudável depende da harmonia na diversidade, do equilíbrio de diferentes padrões para a manutenção da coesão do grupo.

Porém, tão natural quanto a diversidade humana é a existência de conflitos interpessoais. O equilíbrio social não é alcançado com a livre aceitação de posicionamentos diversos, o que seria impossível, mas surge da contraposição de ideias e do debate.

Assim, o conflito não é, por si só, negativo. Pelo contrário, ele é necessário e nos força a questionar e refletir sobre nossas opiniões e crenças, tornando-se uma oportunidade para evoluirmos com o reconhecimento de ideias melhores que as nossas.

Contudo, quando pessoas se atacam e defendem sem uma escuta ativa, ocorre o conflito que apenas evidencia a incompatibilidade de posicionamentos e nos faz estagnar. Ao invés de avançarmos juntos, estacionamos em lados opostos. Por isso, é essencial aprendermos a forma com que lidamos com o conflito e como nos propomos a resolvê-los.

A mediação é um procedimento que busca, por meio do diálogo conduzido por um mediador, identificar quais são os reais problemas e os interesses envolvidos num conflito. A partir da identificação de interesses comuns, as pessoas passam a vislumbrar uma solução e podem se comprometer com o cumprimento de certas condutas para a satisfação mútua. O conflito transforma-se em cooperação e assumimos a responsabilidade de progredirmos conjuntamente.

No ambiente escolar, a mediação surge como importante ferramenta para melhorar o relacionamento de todos aqueles que integram o espaço educativo. Com a devida capacitação, tanto professores quanto alunos podem se tornar mediadores, atuando com imparcialidade e auxiliando as partes envolvidas a visualizarem possíveis alternativas para a resolução do impasse. Apresentando resultados concretos, com a diminuição dos índices de conflitos e a disseminação da cultura de paz dentro das escolas, a mediação escolar tem sido implantada em diversas escolas em todo o Brasil, inclusive com o desenvolvimento de políticas públicas. Mas é preciso mais.

Acreditamos que a mediação de conflitos pode fazer parte do ambiente escolar, afinal, tão rico quanto aprendermos sobre o funcionamento do mundo externo e a forma como se dá a ligação entre carbonos, é entendermos como se constituem nossos sentimentos e como mantemos as pontes que suportam nossos relacionamentos.

Não adianta continuarmos questionando o ambiente conflituoso que existe dentro das escolas, sobretudo, quando envolve jovens. Além de natural, é saudável o constante questionamento. Cabe a nós assumirmos a responsabilidade de instrumentalizá-los para que aprendam, como qualquer outro saber, a resolver os conflitos inerentes à vida comunitária e torná-los protagonistas na formação da própria autonomia na convivência democrática.

Bruno Bissoli – formado em Direito e em Mediação de Conflitos. Fundador e educador do Pé na Escola, negócio social de educação em direitos e democracia. 

A escola faz parte da nossa introdução ao convívio regrado em sociedade. Trata-se de uma de nossas primeiras experiências sociais, convivendo com pessoas que não pertencem a nossa família, com outras regras além daquelas ditadas por nossos pais. Na escol

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.