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Necessidades e aspirações
24 de abril de 2019

Em muitas ocasiões, a palavra “needs” (necessidades) foi criticada, pois é importante considerar que necessidades dependem de uma grande quantidade de fatores. Para muitos, água e alimentos ainda são necessidades não contempladas, enquanto para outros, tr

O Relatório Brundtland (1987) propôs uma definição para “desenvolvimento sustentável” que é considerada referência até os dias de hoje:

 

Sustainable development is the

 

“development  which  meets  the  needs  of

the  present  without  compromising  the  ability  of

future  generations  to  meet  their  own  needs.”

Em muitas ocasiões, a palavra “needs” (necessidades) foi criticada, pois é importante considerar que necessidades dependem de uma grande quantidade de fatores. Para muitos, água e alimentos ainda são necessidades não contempladas, enquanto para outros, trocar de celular três, quatro vezes por ano é uma necessidade importante.

Considero que a definição de 1987 falha em não ter considerado que, para além de necessidades o ser humano possui também aspirações. Abraham Maslow já abordava esses tópicos em 1943 em seu artigo “A teoria da motivação humana” e, apesar das críticas posteriores à sua categorização, ele ainda é uma referência importante.

Desde sempre, sabe-se que as diferentes necessidades e, em especial, aspirações, geram diferentes tipos de impactos socioambientais. Nesse ponto, vale a pergunta: quais as suas aspirações de vida e, além disso, o que ou quem influencia estas aspirações?

A engenhosidade humana tem se dedicado a elaborar diferentes estratégias que podemos chamar de “criação de aspirações” (ou marketing, se preferir) cada vez melhores. O que antes era supérfluo, se torna objeto de desejo. Somado a isso, a comparação com nossos pares nos faz “comprar as ideias”, literalmente. Esse ciclo é tão fluído e efêmero que minutos após o consumo já estamos de volta ao início do processo, aspirando mais (e nem sempre, melhor).

Os impactos gerados antes e depois desse momento de compra tem sido chamado tradicionalmente de externalidade, ou seja, um mal necessário frente à grandeza de nossas aspirações e desejos.

Para que esse ciclo seja repensado precisamos de, pelo menos, dois elementos: informação e formação de qualidade (crítica). Com esse básico garantido, seremos capazes de compreender quais necessidades e aspirações são realmente legítimas do ponto de vista individual, mas com vistas ao coletivo. Considero essa mudança de olhar passo fundamental na direção da sustentabilidade e qualidade de vida.

A escola tem papel central no que tange à informação e formação dos cidadãos do presente e do futuro. Bem formados e informados (ou pelo menos sabendo onde achar informação de qualidade), seremos capazes de rever nossas escolhas e compreender de forma mais complexa e sistêmica as consequências de nossas necessidades e aspirações e onde elas realmente nascem.

Um dos caminhos para tornar essa discussão competente e com contexto na escola é por meio da criação e desenvolvimento de projetos permanentes e continuados em Educação e Sustentabilidade, proposta que tem ganho cada vez mais adeptos entre os educadores brasileiros.

A Educação para a Sustentabilidade opera na direção da “construção de um mundo onde todos têm a oportunidade de se beneficiar de uma educação de qualidade e aprendam os valores, comportamentos e estilos de vida necessários para um futuro sustentável e para uma transformação positiva da sociedade”, segundo a UNESCO. Vale lembrar que nesse ano de substituição dos ODM pelos ODS, a Educação para a Sustentabilidade continua protagonista e ganha novo fôlego.

Necessidades e aspirações devem entrar e estar em consonância com a busca pela sustentabilidade em todas as suas vertentes.

Enquanto isso, pense um momento nas suas necessidades e aspirações; onde elas nascem, como te fazem feliz, como afetam os outros e, por fim, como colaboram (ou não) com a melhoria das condições socioambientais para as atuais e futuras gerações.

 

 

 

O Relatório Brundtland (1987) propôs uma definição para “desenvolvimento sustentável” que é considerada referência até os dias de hoje:

 

Sustainable development is the

 

“development  which  meets  the  needs  of

the  present  without  compromising  the  ability  of

future  generations  to  meet  their  own  needs.”

Em muitas ocasiões, a palavra “needs” (necessidades) foi criticada, pois é importante considerar que necessidades dependem de uma grande quantidade de fatores. Para muitos, água e alimentos ainda são necessidades não contempladas, enquanto para outros, trocar de celular três, quatro vezes por ano é uma necessidade importante.

Considero que a definição de 1987 falha em não ter considerado que, para além de necessidades o ser humano possui também aspirações. Abraham Maslow já abordava esses tópicos em 1943 em seu artigo “A teoria da motivação humana” e, apesar das críticas posteriores à sua categorização, ele ainda é uma referência importante.

Desde sempre, sabe-se que as diferentes necessidades e, em especial, aspirações, geram diferentes tipos de impactos socioambientais. Nesse ponto, vale a pergunta: quais as suas aspirações de vida e, além disso, o que ou quem influencia estas aspirações?

A engenhosidade humana tem se dedicado a elaborar diferentes estratégias que podemos chamar de “criação de aspirações” (ou marketing, se preferir) cada vez melhores. O que antes era supérfluo, se torna objeto de desejo. Somado a isso, a comparação com nossos pares nos faz “comprar as ideias”, literalmente. Esse ciclo é tão fluído e efêmero que minutos após o consumo já estamos de volta ao início do processo, aspirando mais (e nem sempre, melhor).

Os impactos gerados antes e depois desse momento de compra tem sido chamado tradicionalmente de externalidade, ou seja, um mal necessário frente à grandeza de nossas aspirações e desejos.

Para que esse ciclo seja repensado precisamos de, pelo menos, dois elementos: informação e formação de qualidade (crítica). Com esse básico garantido, seremos capazes de compreender quais necessidades e aspirações são realmente legítimas do ponto de vista individual, mas com vistas ao coletivo. Considero essa mudança de olhar passo fundamental na direção da sustentabilidade e qualidade de vida.

A escola tem papel central no que tange à informação e formação dos cidadãos do presente e do futuro. Bem formados e informados (ou pelo menos sabendo onde achar informação de qualidade), seremos capazes de rever nossas escolhas e compreender de forma mais complexa e sistêmica as consequências de nossas necessidades e aspirações e onde elas realmente nascem.

Um dos caminhos para tornar essa discussão competente e com contexto na escola é por meio da criação e desenvolvimento de projetos permanentes e continuados em Educação e Sustentabilidade, proposta que tem ganho cada vez mais adeptos entre os educadores brasileiros.

A Educação para a Sustentabilidade opera na direção da “construção de um mundo onde todos têm a oportunidade de se beneficiar de uma educação de qualidade e aprendam os valores, comportamentos e estilos de vida necessários para um futuro sustentável e para uma transformação positiva da sociedade”, segundo a UNESCO. Vale lembrar que nesse ano de substituição dos ODM pelos ODS, a Educação para a Sustentabilidade continua protagonista e ganha novo fôlego.

Necessidades e aspirações devem entrar e estar em consonância com a busca pela sustentabilidade em todas as suas vertentes.

Enquanto isso, pense um momento nas suas necessidades e aspirações; onde elas nascem, como te fazem feliz, como afetam os outros e, por fim, como colaboram (ou não) com a melhoria das condições socioambientais para as atuais e futuras gerações.

 

 

 

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Adminstrador Portal da Educadora