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O câncer da educação no Brasil
23 de abril de 2019

O Brasil encontra-se em uma situação caótica na área educacional. Situação que é refletida quantitativamente nas avaliações externas. O Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes – PISA, mostra que o nosso país está envolto em um tsunami onde reina o jargão "faz de conta que ensino; faz de conta que você aprende". Este problema é atribuído pelos "especialistas" principalmente aos professores. É fácil culpar esta classe e tentar sair pela tangente. Afinal de contas, competimos com a Tunísia. Algumas vezes até ganhamos.  

As decisões que são estabelecidas em Brasília, fundamentadas em uma 'pedagorréia' inoportuna e ineficiente para o momento, vem mostrando que todas as ações tomadas são incapazes de florescer alguma mudança. As pessoas que formulam ideias e projetos não conhecem o ambinte de sala de aula e o perfil dos nossos estudantes. Muitas vezes apenas mudam o nome de projetos  e não propõe soluções concretas e direcionadas para amenizar o verdadeiro problema.

Como disse o Professor Pierluigi Piazzi, nós temos milhões de alunos e pouquíssimos estudantes. Um grande problema que precisamos mudar, com a renovação de nossas prática pedagógicas e um apoio mais forte das jurisdições superiores. Temos uma estrutura precária, falta de apoio da família e uma remuneração lamentável. 

Dizemos muitas vezes, que falta dinheiro na educação. Até concordo, mas não adianta apenas gastar dinheiro, e sim investir. O que vemos também é que os recursos são capturados em arapucas colocadas no caminho e não chega ao destino certo. A corrupção é um redemoinho que avassala o nosso país.

Temos que mudar tudos isso e a solução passa por uma pedagogia realística e apropriada, autonomia para o professor, investimento em pontos estratégicos e um apoio mais efetivo da família. Um ponto que me deixa indignado é que querem rotular o professor como educador. Isso é um erro; educador é a família. Nós somos mediadores do aprendizado e ajudamos a construir pontes para um futuro mais impávido e colosso. 

Os Professores são verdadeiros heróis, que muitas vezes lutam sozinhos e até desarmados na batalha incessante por um Brasil melhor. Não queremos se eximir da culpa, mas é que muitas vezes somos tratados como o problema e desvalorizados no nosso árduo trabalho. 

 

 

 

 

“O paciente na UTI e tentando cortar-lhes as unhas”

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.