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O livre pensar e a voz inaudível de um professor frente a “sua” sala
24 de abril de 2019

Já que, essa perspectiva, estaria marcada por uma “metalinguagem” resolutiva, não me pareceria relevante este início, mesmo ciente que cada fala tenha seus caminhos possíveis e múltiplas rotas. Talvez pudesse também ser mais visceral, mas arriscaria cair

Venho pensando em falar sobre algo diferente há bastante tempo. Um dos temas, que poderia integrar a isso, seria: a própria dificuldade de falar sobre ele. Desta forma, estaria eu falando de algo atravessado pela própria inabilidade instaurada?…

Já que, essa perspectiva, estaria marcada por uma “metalinguagem” resolutiva, não me pareceria relevante este início, mesmo ciente que cada fala tenha seus caminhos possíveis e múltiplas rotas. Talvez pudesse também ser mais visceral, mas arriscaria cair em um artifício intrínseco. Mesmo que a proximidade linguística não representaria necessariamente um equívoco do pensar, poderia acarretar em uma inaudível sensação inesperada.

Na perspectiva de predispor-se a sentir, esses conteúdos enunciados involuntariamente e ater-se prontamente ao tempo perdido para essa elaboração, haveria também a possibilidade de extrair algo que valeria a pena. A vivência deste instante, como vontade de depurá-lo, também seria um tema a se debater pela implicação com o que lhe é peculiar. Por um lado exprimir algo sobre a dificuldade de dizer com uma linguagem menos habitual e, por outro, aproveitar a postura de lidar com as problemáticas que nos assolam. Assim, estaria mais permissivo ao consumo da própria inquietação e com a perspectiva de permitir seu fluxo e de valer-se de sua voz, talvez para sempre inaudível.

Ainda assim, não descartaria por inteiro a discussão levantada inicialmente, apesar de dizer que não iria fazê-la. Mas fazendo pela seguinte questão: possa haver ainda uma predisposição esquecida ou lançada ao suportamento de vias mais reconhecíveis? A audição deve ter um papel essencial nessa recuperação de embolias do pensar, pois assim, tudo que proliferaria suas capacidades seriam descartadas [se for assim possível] pela escuta relâmpago e proibitiva. O livre pensar se tornaria, neste território, uma fatalidade, um descontentamento coagulante e desprovido de possibilidades de enfrentamento. Enfrentar? Neste caso! não seria uma luta contra um derrotável, mas sim, uma compreensão da difícil postura de aliar-se ao inesperado.

Venho pensando em falar sobre algo diferente há bastante tempo. Um dos temas, que poderia integrar a isso, seria: a própria dificuldade de falar sobre ele. Desta forma, estaria eu falando de algo atravessado pela própria inabilidade instaurada?…

Já que, essa perspectiva, estaria marcada por uma “metalinguagem” resolutiva, não me pareceria relevante este início, mesmo ciente que cada fala tenha seus caminhos possíveis e múltiplas rotas. Talvez pudesse também ser mais visceral, mas arriscaria cair em um artifício intrínseco. Mesmo que a proximidade linguística não representaria necessariamente um equívoco do pensar, poderia acarretar em uma inaudível sensação inesperada.

Na perspectiva de predispor-se a sentir, esses conteúdos enunciados involuntariamente e ater-se prontamente ao tempo perdido para essa elaboração, haveria também a possibilidade de extrair algo que valeria a pena. A vivência deste instante, como vontade de depurá-lo, também seria um tema a se debater pela implicação com o que lhe é peculiar. Por um lado exprimir algo sobre a dificuldade de dizer com uma linguagem menos habitual e, por outro, aproveitar a postura de lidar com as problemáticas que nos assolam. Assim, estaria mais permissivo ao consumo da própria inquietação e com a perspectiva de permitir seu fluxo e de valer-se de sua voz, talvez para sempre inaudível.

Ainda assim, não descartaria por inteiro a discussão levantada inicialmente, apesar de dizer que não iria fazê-la. Mas fazendo pela seguinte questão: possa haver ainda uma predisposição esquecida ou lançada ao suportamento de vias mais reconhecíveis? A audição deve ter um papel essencial nessa recuperação de embolias do pensar, pois assim, tudo que proliferaria suas capacidades seriam descartadas [se for assim possível] pela escuta relâmpago e proibitiva. O livre pensar se tornaria, neste território, uma fatalidade, um descontentamento coagulante e desprovido de possibilidades de enfrentamento. Enfrentar? Neste caso! não seria uma luta contra um derrotável, mas sim, uma compreensão da difícil postura de aliar-se ao inesperado.

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.