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Procurando agulha no palheiro
24 de abril de 2019

Ao ler o texto completo de Beatriz, sinto-me na obrigação de convidar a conhecer a realidade da escola pública Brasileira do Ensino Fundamental I e II, qualquer escola, Estadual ou Municipal e escolher ao acaso qualquer professor(a) para conversar. De aco

Ontem (18/05/15) recebi um e-mail dos RCs contendo um desafio que transcrevo parcialmente: (…)“Vou ajudá-lo a conhecer a realidade. E começo convidando-o a vir a Minas Gerais, entrar numa escola estadual e conversar com um professor, qualquer escola, qualquer professor.” (…) Por fim, faço o convite a todos que gostam de escrever sobre escola pública. Venham a Minas Gerais e vivam por um mês com os salários pagos, herança maldita do PSDB. Façam a grande descoberta de suas vidas: descubram o que é escola pública!” Por Beatriz Cerqueira, no blog Viomundo

Ao ler o texto completo de Beatriz, sinto-me na obrigação de convidar a conhecer a realidade da escola pública Brasileira do Ensino Fundamental I e II, qualquer escola, Estadual ou Municipal e escolher ao acaso qualquer professor(a) para conversar. De acordo com o EducaCenso do Inep são 188. 673 escolas. E desafio aqui a encontrar algumas (não vale a Amorim Lima nem a Campos Sales) com as seguintes características:

1. Prédio escolar que não se pareça em nada com um reformatório: portões com cadeados, muros altos, dividido em "salas (celas) de aula", mobiliário enferrujado e quebrado (mesas, cadeiras, armários), sem espaço adequado para os aclamados "cantinhos" sugeridos em livros do MEC que ficam só no papel, pátio coberto que serve de refeitório vigiado o tempo todo por inspetores, pátio descoberto que serve de espaço para Educação Física e prática de esporte (sem qualquer separação de quadra poliesportiva) e consequentemente nenhum espaço de convivência livre etc.

2. Equipe Gestora que respeite e valorize os(as) profissionais da Educação e defendam seus pontos de vista junto às Secretarias Estaduais e Municipais com autonomia na construção e realização (incluindo a comunidade) do PPP , análise e revisão de suas Metas e aprovação de subsídios (humanos, financeiros e materiais) para sua efetiva implantação.

3. Participação da comunidade nos destinos da escola através da ação concreta nos Conselhos Escolares e APMs.

4. Interlocução democrática com as Instituições formadoras, sugerindo e ampliando ou descartando conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais no Currículo da(s) Faculdade(s) de Pedagogia local(is).

5. Onde os tempos de aprendizagem não sejam divididos em "grades curriculares" e com "aulas" de 50 minutos.

6. Onde o papel do professor(a) seja o de estimulador/provocador da aprendizagem e que o atendimento individualizado para essa construção só é possível em grupos com no máximo 20 crianças nos anos iniciais e 25 nos demais grupos (hoje ano/série) do Ensino Fundamental. O ideal é que não haja "classes".

7. Onde a inclusão seja de todas as crianças, além das chamadas "especiais".

8. Onde a conexão com os demais órgãos da saúde pública local seja realidade.

9. Onde os Conteúdos Atitudinais referentes à Convivência sejam prioridade relativamente aos demais Conteúdos Conceituais e Procedimentais, entendendo-se a escola como espaço vital de relações entre as pessoas/humanos e que a aprendizagem ocorre nessa relação.

Paro por aqui. Acho que já está bom.

Então, pessoal, a Beatriz Cerqueira fez o desafio para Minas e eu aproveitei pra fazer o mesmo em nível nacional. É como procurar agulha no palheiro, como dizia minha mãe.

Eu mesma trabalho numa Escola Municipal que não tem nada disso. E vou aos trancos e barrancos seguindo na minha prática inovadora, às vezes empurrando com a barriga, às vezes construindo aprendizagem, sempre acreditando que fazendo isso hoje contribuo para que as crianças tenham oportunidade de construir cada uma o seu próprio futuro com responsabilidade social. 

 

Meu lema é: "Toda criança será o adulto de amanhã”.

 

Sigamos conspirando.

Ontem (18/05/15) recebi um e-mail dos RCs contendo um desafio que transcrevo parcialmente: (…)“Vou ajudá-lo a conhecer a realidade. E começo convidando-o a vir a Minas Gerais, entrar numa escola estadual e conversar com um professor, qualquer escola, qualquer professor.” (…) Por fim, faço o convite a todos que gostam de escrever sobre escola pública. Venham a Minas Gerais e vivam por um mês com os salários pagos, herança maldita do PSDB. Façam a grande descoberta de suas vidas: descubram o que é escola pública!” Por Beatriz Cerqueira, no blog Viomundo

Ao ler o texto completo de Beatriz, sinto-me na obrigação de convidar a conhecer a realidade da escola pública Brasileira do Ensino Fundamental I e II, qualquer escola, Estadual ou Municipal e escolher ao acaso qualquer professor(a) para conversar. De acordo com o EducaCenso do Inep são 188. 673 escolas. E desafio aqui a encontrar algumas (não vale a Amorim Lima nem a Campos Sales) com as seguintes características:

1. Prédio escolar que não se pareça em nada com um reformatório: portões com cadeados, muros altos, dividido em "salas (celas) de aula", mobiliário enferrujado e quebrado (mesas, cadeiras, armários), sem espaço adequado para os aclamados "cantinhos" sugeridos em livros do MEC que ficam só no papel, pátio coberto que serve de refeitório vigiado o tempo todo por inspetores, pátio descoberto que serve de espaço para Educação Física e prática de esporte (sem qualquer separação de quadra poliesportiva) e consequentemente nenhum espaço de convivência livre etc.

2. Equipe Gestora que respeite e valorize os(as) profissionais da Educação e defendam seus pontos de vista junto às Secretarias Estaduais e Municipais com autonomia na construção e realização (incluindo a comunidade) do PPP , análise e revisão de suas Metas e aprovação de subsídios (humanos, financeiros e materiais) para sua efetiva implantação.

3. Participação da comunidade nos destinos da escola através da ação concreta nos Conselhos Escolares e APMs.

4. Interlocução democrática com as Instituições formadoras, sugerindo e ampliando ou descartando conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais no Currículo da(s) Faculdade(s) de Pedagogia local(is).

5. Onde os tempos de aprendizagem não sejam divididos em "grades curriculares" e com "aulas" de 50 minutos.

6. Onde o papel do professor(a) seja o de estimulador/provocador da aprendizagem e que o atendimento individualizado para essa construção só é possível em grupos com no máximo 20 crianças nos anos iniciais e 25 nos demais grupos (hoje ano/série) do Ensino Fundamental. O ideal é que não haja "classes".

7. Onde a inclusão seja de todas as crianças, além das chamadas "especiais".

8. Onde a conexão com os demais órgãos da saúde pública local seja realidade.

9. Onde os Conteúdos Atitudinais referentes à Convivência sejam prioridade relativamente aos demais Conteúdos Conceituais e Procedimentais, entendendo-se a escola como espaço vital de relações entre as pessoas/humanos e que a aprendizagem ocorre nessa relação.

Paro por aqui. Acho que já está bom.

Então, pessoal, a Beatriz Cerqueira fez o desafio para Minas e eu aproveitei pra fazer o mesmo em nível nacional. É como procurar agulha no palheiro, como dizia minha mãe.

Eu mesma trabalho numa Escola Municipal que não tem nada disso. E vou aos trancos e barrancos seguindo na minha prática inovadora, às vezes empurrando com a barriga, às vezes construindo aprendizagem, sempre acreditando que fazendo isso hoje contribuo para que as crianças tenham oportunidade de construir cada uma o seu próprio futuro com responsabilidade social. 

 

Meu lema é: "Toda criança será o adulto de amanhã”.

 

Sigamos conspirando.

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.