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Uma sociedade democrática se constrói por meio de uma educação democrática
24 de abril de 2019

O Educador é uma mídia autônoma e independente que busca dar visibilidade a ações democráticas dentro da educação. Como mídia autônoma e independente acredita na urgência da sociedade repensar o papel tradicional da escola e dos educadores.

Somos uma mídia autônoma e independente que busca dar visibilidade a ações democráticas dentro da educação. Como mídia autônoma e independente acreditamos na urgência da sociedade repensar o papel tradicional da escola e dos educadores.

Embora não exista uma definição monolítica do que é uma escola ou uma educação democrática, a IDEC (International Democratic Education) definiu como escola democrática toda escola que se autodenomina democrática e que promove pelo menos um espaço no qual as crianças decidem diretamente aquilo que fazem.

Enxergamos a educação como um processo natural da vida humana no qual o sujeito interage com os múltiplos estímulos circunscritos aos diversos ambientes em que transita e que sucede a todos, independente da cultura e do tempo. Entendemos que a educação de uma pessoa começa muito antes do seu nascimento, o desejo dos pais já é a semente de uma nova criança e antes mesmo do nascimento do desejo já preexiste toda uma carga cultural e genética herdada historicamente.

Neste contexto a escola se insere apenas como um dos locais onde a educação ocorre, pois estamos sendo educados a todo o tempo em todos os lugares, como afirmou Paulo Freire: “ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”.

Nesta realidade torna-se fundamental compreendermos a necessidade da sociedade ser ela toda um espaço potencializador, a partir disto entramos no conceito de comunidades de aprendizagem, já presente no pensamento do mestre Lauro de Oliveira Lima. As comunidades (escolas, bairros, cidades, […] mundo) precisam ser educadoras.

Assim, a vida escolar não pode ser vista apenas como uma preparação para a vida adulta, precisa ser uma oportunidade para produção de significados, nos quais reflexão e ação são parte de um todo indivisível, sem separação entre vida e educação. Reproduzir uma educação que pretende preparar as crianças para um futuro completamente incerto é sabotar a possibilidade de permiti-las vivenciar a beleza do presente.

Assim, entendemos que a educação deve promover o constante desenvolvimento das crianças que já estão vivas e não sendo preparadas para a vida, como já nos esclarecia no século passado o filósofo e educador John Dewey, grande influente do pensamento de Anísio Teixeira, referência no movimento da Escola Nova no Brasil.

Portanto entendemos que trabalho e lazer, assim como individuo e sociedade, natureza e cultura, atividade prática e atividade intelectual, não podem mais ser uma dualidade, as consequências desta lógica dualista já se mostraram desastrosas.

Esta incoerência na maneira de estruturar o pensamento precisa ser superada pela sociedade para que possamos construir um mundo realmente democrático.

Somos uma mídia autônoma e independente que busca dar visibilidade a ações democráticas dentro da educação. Como mídia autônoma e independente acreditamos na urgência da sociedade repensar o papel tradicional da escola e dos educadores.

Embora não exista uma definição monolítica do que é uma escola ou uma educação democrática, a IDEC (International Democratic Education) definiu como escola democrática toda escola que se autodenomina democrática e que promove pelo menos um espaço no qual as crianças decidem diretamente aquilo que fazem.

Enxergamos a educação como um processo natural da vida humana no qual o sujeito interage com os múltiplos estímulos circunscritos aos diversos ambientes em que transita e que sucede a todos, independente da cultura e do tempo. Entendemos que a educação de uma pessoa começa muito antes do seu nascimento, o desejo dos pais já é a semente de uma nova criança e antes mesmo do nascimento do desejo já preexiste toda uma carga cultural e genética herdada historicamente.

Neste contexto a escola se insere apenas como um dos locais onde a educação ocorre, pois estamos sendo educados a todo o tempo em todos os lugares, como afirmou Paulo Freire: “ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”.

Nesta realidade torna-se fundamental compreendermos a necessidade da sociedade ser ela toda um espaço potencializador, a partir disto entramos no conceito de comunidades de aprendizagem, já presente no pensamento do mestre Lauro de Oliveira Lima. As comunidades (escolas, bairros, cidades, […] mundo) precisam ser educadoras.

Assim, a vida escolar não pode ser vista apenas como uma preparação para a vida adulta, precisa ser uma oportunidade para produção de significados, nos quais reflexão e ação são parte de um todo indivisível, sem separação entre vida e educação. Reproduzir uma educação que pretende preparar as crianças para um futuro completamente incerto é sabotar a possibilidade de permiti-las vivenciar a beleza do presente.

Assim, entendemos que a educação deve promover o constante desenvolvimento das crianças que já estão vivas e não sendo preparadas para a vida, como já nos esclarecia no século passado o filósofo e educador John Dewey, grande influente do pensamento de Anísio Teixeira, referência no movimento da Escola Nova no Brasil.

Portanto entendemos que trabalho e lazer, assim como individuo e sociedade, natureza e cultura, atividade prática e atividade intelectual, não podem mais ser uma dualidade, as consequências desta lógica dualista já se mostraram desastrosas.

Esta incoerência na maneira de estruturar o pensamento precisa ser superada pela sociedade para que possamos construir um mundo realmente democrático.

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Aislan Munin
Pai da Liz. Membro cooperado do Portal da Educadora, Estudou Ciências Sociais na PUCSP e FESPSP, autodidata em Sistemas Web, uniu as duas áreas trabalhando como sócio-educador lecionando Introdução a Informática.